O silêncio que tomou conta da residência no Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, na calada da noite, guardava o desfecho repentino e misterioso de uma vida quase centenária. Entre as paredes do casarão onde décadas de memória se acumulavam, o corpo de uma das maiores lendas do país dava seus últimos sinais vitais longe dos holofotes, das câmeras e dos aparelhos barulhentos de uma UTI.
Por volta das 23h20, a calmaria noturna deu lugar ao desespero quando a veterana passou mal subitamente. Sem tempo sequer para um resgate de emergência nos corredores hospitalares, o coração da estrela parou, deixando para trás um rastro de choque e uma consternação que rapidamente se espalhou pelo país.

Morte silenciosa após algo assustador ocorrer antes das 00 horas
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A notícia caiu como uma bomba: Laura Cardoso, nome artístico da memorável Laurinda de Jesus Balleroni, encerrou sua jornada de forma abrupta aos 98 anos. Segundo relatos de sua filha, Fátima Cardoso, a atriz sentiu-se mal de maneira repentina em sua casa, sem apresentar histórico recente que previsse um desfecho tão veloz naquela noite. A causa apontada para o óbito foi um colapso fulminante associado à fragilidade da idade avançada, ceifando a vida da artista antes mesmo de qualquer tentativa viável de internação.
A confirmação pública veio através das redes sociais, onde familiares publicaram uma mensagem comovente de despedida: “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso.”
Com mais de seis décadas de protagonismo absoluto na teledramaturgia brasileira, sua partida marca o fim definitivo da era pioneira da televisão. Laurinda começou no rádio e no teatro ainda na juventude, aos 15 anos, estreou na TV Tupi em 1952 e acumulou mais de 60 novelas no currículo — tornando-se a intérprete com o maior número de obras registradas na história nacional. Imortalizada por figuras marcantes como Dona Isaura em Mulheres de Areia (1993) e Dona Guiomar no clássico A Viagem (1994), sua presença imponente nas telas agora dava lugar a um doloroso luto nacional.
Seu velório foi marcado por algo assustador

Nas primeiras horas da manhã de terça-feira, o Funeral Home, localizado no tradicional bairro da Bela Vista, transformou-se no epicentro da comoção pública. Aberto pontualmente às 8h com previsão de término para as 14h, o velório reuniu parentes próximos, colegas de palco de longa data e personalidades públicas que correram para prestar as últimas homenagens diante do caixão.
Entre os familiares mais abalados, a neta Adriana Balleroni e o bisneto Fernando Faria permaneceram em vigília constante ao lado do corpo. A atmosfera no local era de solene reverência: coroas de flores enviadas por emissoras, diretores e fãs cobriam as paredes da sala principal.

Artistas e admiradores manifestaram seu pesar presencialmente e nas redes sociais. O ator e autor Miguel Falabella, com quem Laura contracenou em momentos históricos da televisão, prestou um tributo emocionado logo na madrugada, ressaltando a generosidade e a genialidade da atriz. Diversos colegas de profissão compareceram ao centro de São Paulo para se despedir da colega que ensinou gerações inteiras sobre disciplina, emoção e amor à dramaturgia.
O que fizeram com seu corpo assustou a todos
O caso de Laura Cardoso levanta a curiosidade sobre os trâmites legais e sanitários que envolvem mortes naturais ocorridas no próprio domicílio, sem a passagem por centros de urgência hospitalar. Quando um indivíduo falece em casa por causas naturais conhecidas — quadro frequente em idosos —, a rotina burocrática difere do fluxo hospitalar tradicional.
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Constatação médica e atestado: Primeiramente, um médico do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) ou o médico assistente da família comparece à residência para examinar o corpo e assinar a Declaração de Óbito. Como não há suspeita de violência ou crime (o que exigiria intervenção do Instituto Médico Legal), o processo é célere.
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Remoção direta pela funerária: Uma vez emitido o documento legal, os veículos do serviço funerário municipal ou particular comparecem ao imóvel para realizar o recolhimento do corpo, sem necessidade de transferi-lo para um leito hospitalar.
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Preparação e conservação: O corpo segue diretamente para o laboratório tanatopróxico da funerária. Lá, passa por procedimentos de higienização, formolização ou embalsamamento (tanatopraxia) e maquiagem cênica/reparadora, além de ser vestido com as vestimentas escolhidas pela família.
Concluída a preparação técnica, a urna lacrada ou semiaberta é transportada diretamente para a casa de velório — como ocorreu no Funeral Home —, pronta para as despedidas formais antes do sepultamento ou cremação definitiva.