Os acidentes envolvendo motociclistas em manobras arriscadas continuam sendo uma das maiores preocupações no trânsito brasileiro. Muitas vezes motivados pela busca por adrenalina ou pela tentativa de exibir habilidade, esses atos imprudentes acabam em tragédias irreversíveis.
Foi o que aconteceu em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, onde a jovem Kemily Geovanna de Oliveira Alves, de apenas 16 anos, perdeu a vida em um acidente no último dia 16 de setembro.
Ela estava na garupa de uma motocicleta conduzida por um adolescente de 17 anos quando o veículo foi atingido por um carro em um cruzamento. A colisão ocorreu no momento em que o piloto realizava a manobra conhecida como “grau”, empinando a moto, segundo testemunhas.

O acidente e as tentativas de socorro
Com o impacto, Kemily ficou inconsciente e sofreu uma parada cardiorrespiratória ainda no local. Ela foi rapidamente socorrida e encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo na manhã seguinte, no dia 17 de setembro.
O adolescente que pilotava a moto permanece internado e também é alvo da investigação policial, já que não possuía habilitação. A situação se agrava pelo fato de a motocicleta estar registrada em nome da mãe dele, que poderá responder por permitir que o filho conduzisse o veículo de forma irregular.
O motorista do carro envolvido afirmou à polícia que teve a visão prejudicada por uma árvore no cruzamento, o que pode ter dificultado a percepção da moto no momento do impacto. Apesar disso, a Polícia Civil apura a responsabilidade de todos os envolvidos no acidente.
Investigação e consequências legais
Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias e responsabilidades. O setor de trânsito também deve avaliar a conduta do motorista do automóvel, enquanto a mãe do piloto responderá por infração ao permitir que um menor sem habilitação utilizasse a moto.
Especialistas destacam que a prática de empinar motocicletas em vias urbanas é uma infração gravíssima e coloca não apenas os envolvidos em risco, mas também pedestres e outros motoristas. Além da irregularidade do condutor, a imprudência na execução da manobra em um cruzamento movimentado aumentou as chances de um desfecho fatal.
Comoção e homenagens à vítima
A morte precoce de Kemily gerou forte comoção em Ponta Grossa. Aluna do curso técnico em Administração no CEEP PG, ela foi homenageada pela instituição, que publicou nota de pesar e prestou solidariedade à família.
Nas redes sociais, amigos e parentes compartilharam mensagens emocionadas de despedida, lembrando a jovem pela alegria e companheirismo que marcaram sua convivência.
O caso reacende os debates sobre a necessidade de maior conscientização entre os jovens sobre os riscos das manobras perigosas no trânsito. Para autoridades e educadores, a tragédia envolvendo Kemily é um alerta sobre como escolhas imprudentes podem ter consequências irreversíveis, deixando famílias e comunidades em luto.