Dois anos após o desaparecimento do menino Edson Davi, a família voltou a cobrar respostas das autoridades e reforçou o apelo para que o caso não seja esquecido. Nesta segunda-feira (5), um dia após a data que marcou o sumiço da criança, os pais realizaram uma manifestação em frente ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e intensificaram a mobilização também pelas redes sociais.
O protesto reuniu familiares, apoiadores e pessoas sensibilizadas com a história, que pediram a retomada efetiva das investigações. Cartazes, faixas e mensagens emocionadas lembraram que, passados dois anos, o paradeiro de Edson Davi continua desconhecido.

Menino desapareceu aos 6 anos na Praia da Barra da Tijuca
Edson Davi tinha 6 anos quando foi visto pela última vez, em 2024, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, os pais trabalhavam como barraqueiros no local, onde a família passava grande parte do dia.
Desde então, o caso se tornou símbolo da dor enfrentada por famílias de crianças desaparecidas. Atualmente, Edson completaria 9 anos em fevereiro, data que, para os pais, reforça ainda mais a urgência por respostas e a esperança de reencontro.
A versão inicial apresentada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou a possibilidade de afogamento. No entanto, o corpo da criança nunca foi localizado, o que alimentou dúvidas e questionamentos por parte da família desde o início.
Família contesta versão de afogamento e fala em sequestro
Durante a manifestação, a mãe do menino, Marize Araújo, voltou a afirmar que não acredita na hipótese de afogamento. Para ela, o filho foi vítima de sequestro, e o encerramento inicial das investigações deixou lacunas importantes sem esclarecimento.
Em publicações nas redes sociais, Marize e o pai, Edson Almeida, criticaram a condução do caso e afirmaram que seguem sem qualquer resposta concreta sobre o paradeiro da criança. Segundo o casal, a falta de novas diligências aprofundou o sofrimento emocional da família.
“Não vou desistir nunca de dar voz ao Davi e a tantas crianças que infelizmente devem se encontrar na mesma situação que está o meu filho”, escreveu Marize, em uma das mensagens compartilhadas, que teve grande repercussão.
Mobilização segue para manter o caso vivo
Mesmo após dois anos de angústia, os pais afirmam que não pretendem interromper a luta. A família segue buscando apoio de órgãos públicos, entidades de direitos humanos e da sociedade civil para que o desaparecimento de Edson Davi volte ao centro das atenções das autoridades.
O caso reforça o debate sobre desaparecimento de crianças, a necessidade de investigações contínuas e a importância de não encerrar apurações sem respostas conclusivas. Para os pais, enquanto não houver uma explicação clara, a dor permanece aberta.
A manifestação em frente ao MPRJ simboliza não apenas a busca por justiça para Edson Davi, mas também um pedido coletivo para que outras histórias semelhantes não sejam esquecidas pelo poder público.