A cidade de Itumbiara, no sul de Goiás, amanheceu mergulhada em choque após a morte de uma criança de 12 anos e a internação em estado gravíssimo de outra, de 8 anos, em um caso que envolve o secretário de Governo do município, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos.
Segundo as informações iniciais, Thales atirou contra os dois filhos na madrugada de quinta-feira (12) e, em seguida, tirou a própria vida. O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O mais novo passou por cirurgia de emergência e segue internado sob cuidados intensivos.
A tragédia ganhou repercussão estadual e provocou forte comoção política e social.

Investigação oficial e posicionamento das autoridades
A Polícia Civil de Goiás instaurou inquérito e informou que o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio por parte do autor. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros.
O caso está sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, que acompanha laudos periciais, realiza oitivas e mantém o inquérito sob sigilo.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, divulgou nota lamentando o ocorrido e afirmou que crimes dentro do ambiente familiar, sobretudo com vítimas crianças, colocam o Estado em luto.
Até agora, a Prefeitura de Itumbiara não detalhou oficialmente como ficará a situação administrativa após o ocorrido.
Reação da esposa e possível motivação
Horas antes do crime, Thales havia feito publicações nas redes sociais declarando amor aos filhos. Em uma das mensagens, mencionava estar no “limite do improvável”, sugerindo o fim do relacionamento e citando uma suposta traição.
Após tomar conhecimento da dimensão da tragédia e das circunstâncias divulgadas pela polícia, a atitude da esposa chamou atenção e assustou pessoas próximas. Segundo relatos, ela ficou completamente inconformada ao saber dos detalhes do que havia ocorrido, demonstrando profundo abalo emocional diante da perda do filho e do estado crítico da outra criança.
Pessoas que acompanham o caso afirmam que o choque foi ainda maior porque, horas antes, o ambiente familiar parecia comum nas redes sociais. A possível crise conjugal é uma das linhas consideradas na apuração, mas a motivação oficial ainda depende da conclusão das investigações.
A cidade segue acompanhando com apreensão o estado de saúde da criança hospitalizada e aguardando os próximos desdobramentos do inquérito.