Bebê de 9 Meses Entra Na UPA com Dor e Sai M0rto Após Médico Arr…Ver mais

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A morte de um bebê de apenas 9 meses após atendimento na São Bento do Sul colocou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município no centro de uma grave polêmica. A família acusa a unidade de negligência médica e cobra apuração rigorosa do caso. O episódio gerou revolta, comoção e reacendeu críticas antigas sobre a qualidade do atendimento prestado no local.

Segundo relatos, a criança foi levada à UPA em mais de uma ocasião, teve o quadro subestimado e acabou não resistindo após ser transferida para um hospital em outra cidade. O velório e o sepultamento ocorreram nesta sexta-feira (16/01), no cemitério do bairro Cruzeiro, sob forte comoção de familiares e amigos.

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Atendimento inicial e liberação mesmo com sintomas persistentes

De acordo com a família, o bebê foi levado à UPA pela primeira vez apresentando sinais de adoecimento. No atendimento inicial, a criança recebeu pulseira amarela, que indica caso de atenção moderada, e foi avaliada pela pediatra de plantão. Após a consulta, o bebê foi liberado com prescrição de medicamentos e orientações para seguir o tratamento em casa.

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A família afirma que cumpriu corretamente as recomendações médicas, mas o quadro clínico do bebê não apresentou melhora. Pelo contrário, os sintomas teriam se agravado ao longo das horas seguintes, levando os responsáveis a retornarem à UPA em busca de novo atendimento.

Na segunda ida à unidade, o bebê recebeu pulseira verde, classificação que indica situação considerada não urgente. A família relata que a criança teria sido atendida novamente pela mesma pediatra e que, mesmo diante do agravamento dos sintomas, o quadro não foi tratado com a gravidade necessária.

Agravamento do quadro e transferência sem sucesso

Com a piora evidente do estado de saúde, o bebê foi encaminhado para outra sala dentro da própria UPA. Ainda assim, segundo os familiares, não houve resposta positiva ao atendimento prestado. Diante da falta de melhora, foi solicitada a transferência da criança para o Hospital Sagrada Família, em Joinville.

O bebê chegou a dar entrada na unidade hospitalar, mas não resistiu. Antes de ser liberado à família, o corpo passou por necropsia, procedimento que deve auxiliar na identificação da causa da morte e esclarecer se houve falha no atendimento inicial.

A família questiona diretamente a conduta da pediatra responsável pelos atendimentos na UPA, embora o nome da profissional não tenha sido divulgado. Para os parentes, se o caso tivesse sido tratado com maior rigor desde o primeiro atendimento, o desfecho poderia ter sido diferente.

Revolta, críticas antigas e cobrança por Justiça

A morte do bebê provocou forte indignação entre familiares e amigos. Uma amiga da família desabafou sobre a situação: “Se tivesse competência no primeiro dia, já teriam visto e tomado providência. Ele poderia estar aqui. Agora uma mãe chora por falta de competência. Estamos cansados desse lugar, só reclamações. Cadê o profissionalismo?”, afirmou.

Segundo apuração do site local A Gazeta SBS, a UPA de São Bento do Sul já é alvo frequente de críticas por parte da população. Moradores relatam que casos mais simples costumam ser bem atendidos, enquanto situações mais complexas enfrentariam falhas recorrentes, incluindo demora, avaliações superficiais e dificuldades no encaminhamento adequado.

O caso agora deve ser analisado pelas autoridades competentes, incluindo a Secretaria de Saúde e órgãos de fiscalização médica. A família pede Justiça e espera que a investigação esclareça se houve erro ou negligência no atendimento que antecedeu a morte da criança.

Enquanto aguardam respostas, o episódio deixa um alerta doloroso sobre a importância da avaliação criteriosa de bebês e crianças, especialmente em unidades de urgência, onde decisões equivocadas podem ter consequências irreversíveis.

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