Bispo Proíbe Frei Gilson de Fazer Eventos Após…Ver mais

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O interesse em levar Frei Gilson a duas cidades do Piauí — Esperantina e Piripiri — acabou se transformando em um episódio marcado por frustração e surpresa entre fiéis e gestores municipais. Embora o religioso estivesse disposto a participar das atividades de evangelização sem cobrar cachê, a iniciativa não avançou devido à falta de autorização da Diocese de Parnaíba. A negativa, atribuída ao bispo Dom Edivalter Andrade, interrompeu as tratativas e impediu o andamento de eventos religiosos que já contavam com mobilização local e expectativa da comunidade católica.

As discussões ocorreram de forma reservada, envolvendo prefeituras, assessores e diferentes dioceses. Contudo, segundo apurações, em nenhum dos casos houve abertura por parte da Diocese de Parnaíba para que Frei Gilson participasse oficialmente das ações. O fato gerou repercussão imediata entre grupos de fiéis, que aguardavam a confirmação da agenda do sacerdote.

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Tratativas em Esperantina esbarram na jurisdição da Diocese de Parnaíba

Em Esperantina (PI), a prefeitura articulava a realização de um evento destinado à comunidade católica, com programação especial de louvor e evangelização. As primeiras conversas, segundo interlocutores, foram iniciadas com Dom Juarez, da Diocese de Teresina, mas a gestão foi informada de que o município não está sob sua jurisdição. A cidade pertence à Diocese de Parnaíba, comandada por Dom Edivalter.

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Após o esclarecimento, a administração municipal enviou um ofício solicitando uma audiência para tratar do assunto. O pedido foi reforçado posteriormente, com o objetivo de explicar a natureza do evento, destacar que não haveria cobrança de cachê e apresentar o impacto positivo da presença do frei na comunidade. No entanto, relatos de bastidores apontam que o bispo não abriu espaço para negociação e não autorizou qualquer atividade envolvendo o religioso.

A situação deixou lideranças comunitárias apreensivas, já que a eventual visita de Frei Gilson vinha sendo comentada entre fiéis locais que acompanham seu trabalho e suas pregações. A falta de autorização encerrou as tratativas antes mesmo de qualquer detalhamento logístico.

Em Piripiri, iniciativa da prefeita também não prospera

Em Piripiri (PI), o cenário foi semelhante. A prefeita Jôve Oliveira articulava um evento de evangelização que também teria Frei Gilson como convidado principal. Segundo fontes próximas à gestão, a expectativa era reunir grande público em uma ação voltada à renovação da fé e ao engajamento religioso da população.

Assim como ocorreu em Esperantina, o evento dependia de autorização da Diocese de Parnaíba por envolver um sacerdote externo em atividades públicas na cidade. Documentos e conversas internas indicam que o pedido teria sido negado, inviabilizando completamente o encontro. Apesar da disposição do frei em participar sem remuneração, a decisão episcopal foi considerada determinante.

Até o momento, não há explicações oficiais sobre os motivos da negativa, o que alimentou comentários e especulações entre fiéis e lideranças religiosas locais. A ausência de posicionamento também reforçou a percepção de que o assunto foi tratado de forma restrita e sem detalhamento à população.

Fiéis aguardam esclarecimentos e cidades mantêm portas abertas para futuras negociações

A repercussão da decisão provocou surpresa e desapontamento entre grupos religiosos que acompanham o trabalho de Frei Gilson nas redes sociais e em suas missões pelo país. Para muitos, a negativa representa uma oportunidade perdida de promover um momento de unidade e espiritualidade nas cidades.

Mesmo diante da situação, representantes municipais afirmam que seguem abertos para futuras negociações, caso a Diocese de Parnaíba reavalie sua posição ou esclareça os critérios adotados. Enquanto isso, a comunidade aguarda por novos desdobramentos e possíveis explicações oficiais que ainda não foram apresentadas.

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