Adolescentes Que Mataram Cachorro Orelha Foram Encontrados Sem…Ver mais

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Dois adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha, em Florianópolis, estão atualmente fora do país, participando de uma viagem de formatura para a Disney, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Santa Catarina, que acompanha o caso. Ao todo, quatro jovens são investigados pelo ataque que terminou com a morte do animal.

Segundo as autoridades, a viagem teria sido planejada há cerca de um ano e não possui relação direta com as investigações em curso. Ainda assim, a polícia informou que vai acompanhar o retorno do grupo ao Brasil, diante da preocupação com possíveis manifestações no aeroporto da capital catarinense.

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Polícia teme protestos e reforça esquema de segurança

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, afirmou que existe apreensão em relação a um protesto convocado para o momento da chegada dos adolescentes. Isso porque o grupo de viagem é composto por 115 jovens, sendo que apenas dois estão diretamente ligados ao caso.

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“São 115 jovens que estarão lá, 113 não têm nenhuma relação com o caso. Nos preocupa muito a possibilidade de alguém acabar se machucando por conta de uma situação que envolve duas pessoas”, declarou o delegado.

Diante disso, a Polícia Civil informou que será montada uma estrutura especial de segurança, com apoio da administração do aeroporto, para garantir a integridade física dos estudantes e evitar confrontos no momento do desembarque.

Investigação aponta outro ataque contra animal

Além do episódio que resultou na morte do cachorro Orelha, os adolescentes também são investigados por uma tentativa de afogamento de outro cão, em um episódio distinto. De acordo com a polícia, o animal conseguiu escapar e sobreviver.

A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção ao Animal, afirmou que imagens mostram os jovens retirando o cachorro do colo de uma pessoa antes da gravação ser interrompida. Testemunhas relataram que, logo depois, o animal teria sido arremessado ao mar.

Esse segundo cachorro acabou sendo adotado pelo próprio delegado-geral Ulisses Gabriel e recebeu o nome de Caramelo.

Familiares são indiciados e caso ganha repercussão nacional

A Polícia Civil também informou que três homens adultos, familiares de envolvidos no caso, foram indiciados por coação de testemunhas. Segundo a delegada, relatos apontam que um dos indiciados teria feito ameaças e utilizado frases intimidatórias, como “você sabe com quem está falando?”, além de ameaçar destruir um veículo.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se manifestou nas redes sociais afirmando que todas as etapas da investigação foram conduzidas sem interferências. Ele destacou surpresa com o caso e reforçou que a lei será aplicada, independentemente de quem sejam os envolvidos.

A repercussão do caso ultrapassou os limites do estado e passou a mobilizar figuras públicas. A ativista da causa animal Luisa Mell esteve presente na coletiva de imprensa realizada na sede da Polícia Civil catarinense, reforçando os pedidos por justiça e punição aos responsáveis.

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