Caso Orelha: Investigações Acabam e Polícia Conclui Que Cachorro Não Foi Mau Tra…Ver mais
A morte do cão Orelha, ocorrida no início de janeiro, voltou ao centro das atenções após a divulgação de um novo laudo pericial. Nesta quinta-feira (26/02), a NSC TV teve acesso ao documento, que trouxe informações relevantes, mas não esclareceu definitivamente o que causou a morte do animal.
O caso provocou forte comoção popular em Santa Catarina. Orelha era um cachorro que vivia nas ruas, mas era cuidado por moradores e funcionários da região. A repercussão levou a Polícia Civil de Santa Catarina a instaurar inquérito, que inicialmente foi encerrado com o indiciamento de três adultos e o apontamento de três adolescentes por ato infracional análogo a maus-tratos. Um quarto adolescente foi acusado de ato infracional análogo a maus-tratos com resultado em morte.
Segundo a investigação inicial, um único adolescente teria sido responsável pelas agressões que levaram o animal à morte. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, mas a promotoria identificou falhas no procedimento e determinou a devolução do caso para novas diligências.
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Exumação e limitações da perícia
Diante das inconsistências apontadas, a polícia solicitou a exumação do corpo do cão, realizada no dia 11 de fevereiro. O novo laudo pericial revelou que não foram encontradas fraturas no esqueleto do animal. No entanto, o próprio documento ressalta que a ausência de fraturas não deve ser interpretada como inexistência de trauma cranioencefálico ou em outras partes do corpo.
O texto também esclarece que muitos traumas não necessariamente deixam marcas ósseas, mas ainda assim podem ser suficientes para provocar a morte. Apesar disso, a perícia não conseguiu determinar qual foi a causa exata do óbito.
Outro ponto destacado no laudo é o estado avançado de decomposição do corpo, que limitou a análise técnica. Essa condição reduziu a possibilidade de identificar lesões em tecidos moles ou outros indícios que poderiam esclarecer melhor o que ocorreu.
Informação sobre prego é descartada
O documento também afastou uma das informações que mais circularam nas redes sociais: a suposta presença de um prego cravado na cabeça do animal. De acordo com o laudo, não foram encontrados indícios que confirmassem essa versão.
Além disso, os peritos identificaram sinais de espondilose deformante, uma condição comum em cães idosos e que não possui relação com trauma ou agressão direta. A doença, porém, não foi apontada como causa da morte.
Com o novo laudo, o caso permanece cercado de dúvidas. A investigação segue em andamento, e as autoridades deverão aprofundar as diligências para esclarecer as circunstâncias da morte de Orelha. Enquanto isso, a comunidade que acompanhou o caso aguarda respostas mais conclusivas sobre um episódio que mobilizou moradores e gerou ampla indignação.