Chocante: Jovem de 20 Anos M0rre Após Ficar no Sol Sem Prot…Ver mais

Nara Farias Preto, de 20 anos, teve sua vida tragicamente interrompida após uma sessão de bronzeamento natural em uma clínica localizada em uma residência na Asa Sul, em Brasília.
O procedimento, que deveria ser simples, tornou-se fatal devido à exposição prolongada ao sol e à negligência nas orientações de segurança.
Sessão Prolongada e Exposição Excessiva
De acordo com relatos da família, Nara realizou o bronzeamento na manhã do último sábado (10/9) e ficou exposta ao sol por mais de quatro horas, bem acima do limite recomendado de 1h20.
Durante o procedimento, realizado na cobertura da clínica, a jovem permaneceu deitada em uma maca enquanto uma mulher aplicava um produto acelerador de pigmentação em seu corpo, em intervalos entre 9h e 13h30.
Segundo a prima da vítima, Mirian Farias, não houve orientação para o uso de filtro solar, e Nara não foi hidratada adequadamente durante o processo, o que resultou em uma severa desidratação.
“Ela não foi molhada com frequência e também não bebeu água enquanto estava lá”, explicou Mirian.
O Desespero Após o Procedimento
Nara retornou para casa com queimaduras graves. No domingo, foi à farmácia em busca de alívio e foi orientada a usar uma pomada, mas continuava sentindo dores intensas e dificuldade para andar.
Na segunda-feira, já debilitada, procurou atendimento no Hospital das Forças Armadas (HFA), onde foi diagnosticada com insolação e tratada com soro e medicamentos.
Apesar de ser liberada no mesmo dia, o quadro de Nara piorou rapidamente. Na terça-feira à noite, começou a passar mal, apresentando falta de ar e desmaios. Ela voltou ao HFA, mas sofreu três paradas cardíacas antes de falecer, por volta das 2h da madrugada de quarta-feira (14/9).
Negligência e Investigação
A clínica onde Nara realizou o procedimento é anunciada nas redes sociais como um local que utiliza produtos “100% autorizados pela Anvisa” e oferece bronzeamento natural por preços acessíveis – a sessão de Nara custou R$ 60. Entretanto, as práticas do estabelecimento levantam questionamentos sobre a falta de segurança e orientação adequada.
Mirian Farias destacou que Nara foi atraída pelas imagens “bonitas e bem tratadas” divulgadas pela clínica, mas pagou um preço alto pela negligência.
A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte, enquanto a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta que mesmo produtos aprovados pela Anvisa devem ser usados com cautela e sob orientação médica.
Os Riscos do Bronzeamento
Especialistas apontam que práticas como o bronzeamento natural e o artificial podem ter consequências graves para a saúde. Desde 2009, o uso de máquinas de bronzeamento artificial é proibido no Brasil devido ao alto risco de desenvolvimento de melanoma maligno, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
“O uso dessas máquinas aumenta em até 75% o risco de melanoma, além de causar manchas irreversíveis, rugas e ressecamento”, explica Emerson Lima, coordenador da Campanha de Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Mesmo o bronzeamento natural, quando realizado de forma inadequada, pode levar a quadros graves, como insolação, queimaduras e desidratação severa, como aconteceu com Nara.
Uma Tragédia que Deixa Lições
A morte de Nara Farias Preto é um alerta sobre os perigos de procedimentos estéticos feitos sem supervisão adequada. A negligência com orientações básicas, como a necessidade de hidratação e proteção solar, resultou em uma perda irreparável para sua família e amigos.
A tragédia também reforça a necessidade de regulamentação e fiscalização mais rígidas sobre clínicas estéticas. A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que qualquer procedimento envolvendo a pele deve ser realizado sob supervisão profissional para evitar complicações.
Enquanto a família de Nara busca respostas e justiça, a história dela serve como um lembrete doloroso de que, por trás de promessas de beleza, pode haver perigos que comprometem a saúde e a vida.