Os impactos do ciclone que atingiu Santa Catarina entre a tarde de sexta-feira (7) e o sábado (8) ainda são sentidos em diversas regiões do estado. Ventos fortes, quedas de árvores e destelhamentos causaram danos severos à rede elétrica, deixando milhares de moradores sem energia. De acordo com a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), o pico do problema ocorreu por volta das 18h45 de sexta-feira, quando cerca de 65 mil unidades consumidoras ficaram sem luz.
A empresa informou que a força dos ventos e as chuvas intensas provocaram rompimentos de cabos, quedas de postes e interrupções generalizadas no fornecimento. Apesar da complexidade da situação, equipes seguem mobilizadas em uma grande operação de restabelecimento, priorizando hospitais, escolas e áreas urbanas densamente povoadas.

Grande Oeste foi a região mais atingida no início, mas ventos se deslocaram para o Litoral
O Grande Oeste catarinense foi o primeiro a sofrer os impactos mais severos do ciclone. Municípios como São Miguel do Oeste, Chapecó e Concórdia registraram ocorrências simultâneas de quedas de árvores, destelhamentos e rompimentos de cabos de energia. A força dos ventos provocou o desligamento de diversas linhas de distribuição, deixando comunidades inteiras sem fornecimento.
Segundo a Celesc, as equipes atuaram sem interrupção durante toda a noite, conseguindo restabelecer o serviço para mais de 60 mil unidades. No entanto, um novo sistema de ventos fortes atingiu o estado nas primeiras horas deste sábado, provocando novamente cortes de energia — desta vez com foco nas regiões de Criciúma, Tubarão e Itajaí. Essas áreas, localizadas no Sul e Litoral, começaram a sentir os reflexos do fenômeno que havia iniciado no Oeste.
As condições climáticas seguem instáveis e o alerta de ventos intensos ainda está em vigor para parte do estado, o que dificulta o trabalho das equipes e pode provocar novas quedas de energia ao longo do dia.
Mais de 400 eletricistas trabalham em regime emergencial para restabelecer energia
Para minimizar os impactos do ciclone, a Celesc mobilizou uma força-tarefa com cerca de 420 eletricistas. As equipes estão distribuídas entre as principais regionais e atuam de forma coordenada para substituir equipamentos danificados, remover árvores caídas e reconstruir trechos da rede. O trabalho é contínuo, com prioridade para locais que atendem serviços essenciais e comunidades de maior densidade populacional.
A empresa reforça que o restabelecimento total depende das condições meteorológicas e pede que a população não se aproxime de fios rompidos ou tente retirar objetos da rede elétrica, pois há risco de choque e acidentes graves.
As ocorrências podem ser registradas pelos canais oficiais da companhia: o aplicativo Celesc, o site, o WhatsApp (48) 99860-0067 e o telefone 0800 048 0196. Mesmo diante das adversidades, a estatal afirma que segue empenhada em restabelecer a normalidade o quanto antes, com segurança e agilidade.
O ciclone, que avança lentamente pelo estado, continua exigindo atenção redobrada dos moradores e das autoridades. A previsão é que as rajadas de vento e a instabilidade persistam até o fim do sábado, o que mantém Santa Catarina em alerta.