Uma criança de 1 ano e 8 meses morreu nesta terça-feira (6) após se engasgar ao comer pipoca, no município de Sorriso, localizado a cerca de 420 quilômetros de Cuiabá. A informação foi confirmada pela enfermeira do Corpo de Bombeiros, Kayline Konrat, e causou forte comoção na comunidade local.
Segundo os bombeiros, a criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu. No momento da ocorrência, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já estavam no local prestando atendimento, após terem sido acionadas por moradores da região, mesmo estando a caminho de outra ocorrência. Apesar das tentativas de reanimação, o óbito foi confirmado ainda no local.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica foi acionada para realizar a necropsia, procedimento que irá confirmar oficialmente a causa da morte. A Polícia Civil instaurou investigação para apurar as circunstâncias do caso.

Alimentos inadequados representam alto risco para crianças pequenas
Especialistas alertam que crianças menores de dois anos apresentam alto risco de engasgo, principalmente ao consumir alimentos duros, secos ou de pequeno tamanho. A pipoca está entre os alimentos mais perigosos nessa faixa etária, pois pode ser facilmente aspirada para as vias respiratórias.
Nessa idade, a criança ainda não possui dentição completa nem coordenação suficiente para mastigar corretamente. Além disso, o reflexo de tosse e a capacidade de desobstruir as vias aéreas ainda estão em desenvolvimento, o que torna situações de engasgo especialmente graves e rápidas.
Engasgamentos acontecem em segundos e podem ser fatais
Casos de engasgamento infantil costumam evoluir de forma muito rápida. Em poucos segundos, a obstrução das vias aéreas pode levar à falta de oxigenação, perda de consciência e, em situações extremas, à morte.
Mesmo com atendimento imediato, como no caso registrado em Sorriso, nem sempre é possível reverter o quadro. Por isso, profissionais de saúde reforçam que a prevenção é a principal forma de proteção, já que nem sempre há tempo hábil para socorro especializado.
Orientações de prevenção podem evitar novas tragédias
Autoridades de saúde recomendam que crianças menores de quatro anos não consumam pipoca, amendoim, balas duras, castanhas, pedaços grandes de alimentos ou qualquer item que possa se fragmentar durante a mastigação. O ideal é oferecer alimentos macios, amassados ou cortados em pedaços muito pequenos, sempre com supervisão de um adulto.
O caso serve como um alerta importante para pais e responsáveis. Objetos e alimentos comuns do dia a dia podem representar riscos fatais para crianças pequenas. Informação, vigilância constante e escolhas adequadas são fundamentais para evitar tragédias semelhantes.