O caso que chocou Belo Horizonte (MG) ganhou um novo e comovente desdobramento nesta semana. Um vídeo do pequeno Arthur Pereira Alves, de apenas 9 anos, começou a circular nas redes sociais, mostrando o menino cantando uma música gospel sobre fé e superação poucos dias antes de ser brutalmente morto pela mãe e pelo padrasto.
A gravação, obtida com exclusividade pelo portal Itatiaia, comoveu o país e reforçou o contraste entre a pureza da criança e a violência que enfrentava dentro de casa.
No vídeo, Arthur interpreta a canção “Um Novo Dia Virá”, de Rayne Almeida, cuja letra fala sobre esperança em meio à dor:
“A tempestade vai passar / Tudo vai ser diferente / Não há mal que nunca se acabe / E dor que dure pra sempre.”
As palavras que ele entoava com tanta doçura se tornaram ainda mais impactantes diante da tragédia que o tirou da vida de forma cruel.

Um crime que comoveu o país
De acordo com a Polícia Civil, Arthur foi vítima de espancamentos no dia 21 de agosto, no bairro Flávio Marques Lisboa, região do Barreiro. Apesar da gravidade das agressões, ele só foi levado ao hospital dois dias depois, quando já apresentava ferimentos severos. Mesmo após o atendimento médico, a criança não resistiu e teve o falecimento confirmado na unidade de saúde.
As investigações revelaram uma sequência de maus-tratos e omissões que vinham se repetindo há meses. A demora para buscar socorro foi um dos fatores que despertou a suspeita da equipe médica e das autoridades. Desde o fim de agosto, a polícia vinha reunindo provas e depoimentos que apontavam a mãe, de 24 anos, e o padrasto, de 39, como principais suspeitos.
Na noite de quarta-feira, 15 de outubro, quase dois meses após a morte do menino, o casal foi preso preventivamente. Eles agora estão à disposição da Justiça, respondendo por homicídio qualificado e tortura.
Comoção nas redes e clamor por justiça
O vídeo de Arthur cantando sobre a chegada de um “novo dia” se espalhou rapidamente nas redes sociais, despertando uma onda de emoção e indignação em todo o país. Milhares de internautas prestaram homenagens e pediram justiça pela morte do menino, que sonhava em ser cantor gospel.
O caso reacendeu debates sobre a violência doméstica infantil e a necessidade de denunciar sinais de abuso. Para muitos, o sorriso e a voz de Arthur representam não apenas uma lembrança triste, mas também um chamado à consciência social.
Enquanto o processo segue na Justiça, a memória do menino permanece viva na internet — um símbolo de inocência e fé, interrompido pela crueldade de quem deveria protegê-lo.