Crianças Desaparecidas no Maranhão Podem Ter Sido Sequestradas por Vingança Dos…Ver mais
A Polícia Civil passou a trabalhar com uma nova hipótese no caso do desaparecimento dos irmãos Ágata, de 5 anos, e Allan, de 4, ocorrido em Bacabal, no Maranhão. As crianças estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro, quando saíram de casa para brincar e não retornaram. Após a varredura completa dos rios da região, sem qualquer vestígio, a investigação agora se concentra na possibilidade de rapto.
Desde o início do caso, a atuação das autoridades vem sendo dividida em duas frentes que se comunicam entre si. De um lado, estão as buscas em campo, que mobilizaram agentes de diversas forças de segurança, incluindo Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros e voluntários. Do outro, o setor de inteligência policial, responsável por analisar informações, depoimentos e possíveis linhas investigativas.

Afogamento perde força após varredura dos rios
Ao longo dos últimos dias, uma das principais teses analisadas foi a de que as crianças poderiam ter se afogado. Por esse motivo, equipes da Marinha e do Corpo de Bombeiros se empenharam em vasculhar todos os corpos d’água da região, incluindo rios e áreas alagadas. As buscas foram consideradas técnicas, extensas e criteriosas.
No entanto, nenhum indício foi encontrado. Não houve localização de objetos pessoais, roupas ou qualquer vestígio que indicasse um acidente desse tipo. Diante da ausência total de provas materiais, essa hipótese perdeu força e deixou de ser tratada como prioridade pelos investigadores.
Nova hipótese de rapto entra no radar da polícia
Com o esgotamento das buscas aquáticas, a Polícia Civil confirmou nesta semana que uma nova tese passou a ser trabalhada oficialmente: a possibilidade de que Ágata e Allan tenham sido raptados. A informação foi apresentada durante uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (22/01), que contou com a presença do prefeito de Bacabal, comandantes do Exército e da Marinha, além do secretário de Segurança Pública.
Durante a coletiva, as autoridades revelaram um dado considerado relevante para essa nova fase da investigação. Segundo apuração policial, a mãe das crianças e o companheiro dela, padrasto dos irmãos, teriam desavenças com vizinhos e moradores do povoado onde a família reside. Embora a informação ainda esteja sendo analisada com cautela, ela passou a ser tratada como um possível elemento de contexto para o desaparecimento.
Depoimentos são retomados e investigação se amplia
Como parte dessa nova etapa, a polícia iniciou uma nova rodada de depoimentos. Além da mãe e do padrasto das crianças, vizinhos e moradores da comunidade estão sendo novamente ouvidos. A expectativa é que, com o cruzamento das versões, seja possível esclarecer pontos que ainda permanecem obscuros desde o início das investigações.
Paralelamente, as autoridades decidiram ampliar o raio de apuração, estendendo as diligências também para rodovias que cortam a região. Essa frente contará com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, com o objetivo de verificar possíveis deslocamentos suspeitos e levantar informações que possam indicar a saída das crianças do município.
As forças de segurança reforçam que nenhuma hipótese está descartada, mas admitem que, diante do cenário atual, o foco deixa de ser apenas as buscas físicas e passa a ser a investigação aprofundada, baseada em inteligência, depoimentos e análise de conflitos locais. O caso segue mobilizando autoridades e a população, enquanto familiares aguardam respostas para um desaparecimento que já completa várias semanas.