CUIDADO: Criança Tem Os DedosAmputados Dentro de Escola Após Profess…Ver mais
O caso envolvendo o menino brasileiro de 9 anos, que teve dois dedos amputados após uma agressão dentro de uma escola pública em Cinfães, Portugal, gerou forte comoção e mobilizou autoridades dos dois países. A gravidade do episódio levou a Embaixada do Brasil a acionar diretamente o governo português em busca de explicações formais sobre as medidas adotadas.
O caso ganhou grande repercussão internacional e reacendeu debates sobre segurança escolar, bullying e responsabilidade institucional. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (18), a Embaixada do Brasil em Portugal informou que está acompanhando o caso de perto. Tanto a representação diplomática em Lisboa quanto o Consulado-Geral do Brasil no Porto prestam apoio à família da criança.

Conforme o documento, o embaixador Raimundo Carreiro enviou ofícios à ministra da Administração Interna e ao ministro da Educação de Portugal, solicitando informações detalhadas sobre as providências tomadas após o episódio.
O Ministério da Educação português anunciou a abertura de uma investigação formal. A Inspeção-Geral da Educação e Ciência instaurou um processo de averiguações, enquanto o Agrupamento de Escolas de Souselo também iniciou um inquérito interno para apurar possíveis falhas de conduta e omissões na unidade escolar. A repercussão fez com que autoridades reforçassem o compromisso com a apuração rigorosa dos fatos.
A mãe do menino, Nivia Estevam, relatou o caso nas redes sociais e descreveu o momento de desespero vivido pela criança. Segundo ela, dois alunos teriam prendido os dedos do menino na porta do banheiro, impedindo-o de sair para pedir ajuda. A vítima perdeu muito sangue, rastejou para fora do local e passou por uma cirurgia de três horas no Hospital de São João, no Porto. O episódio deixou sequelas físicas e psicológicas, conforme relatou a família.
Omissão da escola é questionada e família recebe apoio jurídico gratuito
Nivia afirmou ainda que outras agressões já haviam sido comunicadas à escola anteriormente, como puxões de cabelo e tentativas de enforcamento, mas que nenhuma providência efetiva foi tomada. No dia do incidente, segundo ela, a direção não acionou imediatamente as autoridades e o banheiro onde tudo aconteceu foi limpo antes da chegada da família, o que pode ter comprometido evidências.
A defesa da escola declarou que os “procedimentos de socorro foram acionados corretamente”, mas não apresentou detalhes, alegando que o inquérito interno está em andamento.
Com a repercussão do caso, um grupo formado por 15 advogados se ofereceu para representar a família gratuitamente. A equipe deve formalizar uma queixa ao Ministério Público e atuar nas áreas administrativa, civil e, possivelmente, criminal, buscando responsabilizar a escola e os envolvidos.
A situação continua sendo acompanhada pela Embaixada do Brasil, que reforça a necessidade de proteger crianças brasileiras no exterior e garantir que casos graves como esse sejam tratados com toda a seriedade e transparência necessárias.