Dezenas de Alunos M0rrem Após Escola ser Atacada por…Ver mais

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O medo que se espalha durante um ataque armado é capaz de paralisar cidades inteiras em poucos segundos. O som cotidiano dá lugar aos disparos, corredores se transformam em rotas de fuga e salas de aula viram refúgios improvisados. Foi esse o cenário vivido por estudantes da Universidade Brown, uma das instituições mais prestigiadas dos Estados Unidos, que se tornou palco de mais um episódio de violência armada — um problema recorrente no país.

O ataque ocorreu na tarde de sábado, 12 de dezembro, em Providence, no estado de Rhode Island, justamente em um dos dias de maior movimentação no campus, quando alunos realizavam os exames finais do semestre. Segundo informações confirmadas pela polícia local e pela própria universidade, duas pessoas morreram e oito ficaram feridas. O caso gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre segurança em ambientes acadêmicos.

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Disparos começaram em prédio acadêmico e geraram pânico generalizado

De acordo com as autoridades, os primeiros tiros foram registrados nas proximidades do edifício Barus e Holley, que abriga departamentos ligados às áreas de engenharia e física. Em poucos instantes, o clima de concentração típico do período de provas foi substituído por correria, gritos e tentativas desesperadas de se esconder.

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Às 16h22 (horário local), a Universidade Brown disparou um alerta de emergência para todos os estudantes e funcionários. A mensagem orientava que todos se trancassem nas salas, apagassem as luzes, silenciassem os celulares e permanecessem escondidos até nova orientação oficial. O aviso se espalhou rapidamente, intensificando o pânico entre quem ainda circulava pelo campus.

Imagens exibidas por emissoras locais mostraram estudantes agachados atrás de mesas e cadeiras, muitos em silêncio absoluto, enquanto do lado de fora dezenas de viaturas policiais, ambulâncias e caminhões do corpo de bombeiros cercavam a área. O campus foi isolado, e as atividades acadêmicas foram imediatamente suspensas.

Investigação mobiliza polícia local e FBI

Até o fechamento desta matéria, nenhum suspeito havia sido preso. As autoridades trabalham com a hipótese de que o ataque tenha sido cometido por um único atirador, que conseguiu fugir após os disparos. A polícia de Providence, com apoio do FBI, assumiu a investigação e segue analisando imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e possíveis motivações para o crime.

Em coletiva, representantes da polícia afirmaram que a prioridade inicial foi neutralizar qualquer risco adicional e garantir a evacuação segura dos feridos. As vítimas foram encaminhadas para hospitais da região, e o estado de saúde dos sobreviventes não foi detalhado oficialmente.

A Universidade Brown informou que está colaborando integralmente com as autoridades e oferecendo apoio psicológico a estudantes, professores e funcionários afetados pelo episódio. A instituição também reforçou medidas de segurança emergenciais e manteve o campus parcialmente fechado nos dias seguintes.

Violência armada volta a atingir espaços de ensino nos EUA

Fundada em 1764, a Universidade Brown integra a tradicional Ivy League e é reconhecida mundialmente por sua excelência acadêmica. Atualmente, abriga mais de 10 mil estudantes, incluindo alunos internacionais. O ataque, ocorrido em um momento de intensa circulação no campus, reforça o sentimento de vulnerabilidade mesmo em espaços considerados seguros e elitizados.

O episódio reacende um debate antigo e ainda sem solução nos Estados Unidos: o controle de armas e a segurança em instituições de ensino. Universidades, escolas e faculdades têm sido, cada vez mais, cenário de ataques que deixam marcas profundas não apenas nas vítimas diretas, mas em toda a comunidade acadêmica.

Em meio ao caos, ao luto e à incerteza, permanece uma constatação inquietante: o medo passou a fazer parte da rotina de lugares que deveriam representar aprendizado, convivência e esperança. Para estudantes da Universidade Brown, o dia 12 de dezembro dificilmente será esquecido — não pelas provas finais, mas pelo som dos tiros que interromperam a normalidade e reacenderam um trauma coletivo nos Estados Unidos.

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