Ela Era Atriz Nos Anos 90, Hoje Vende Empada Nas Ruas; Seu Nome é…Ver mais
Ícone da cultura pop brasileira nos anos 1990, Regininha Poltergeist voltou a chamar atenção do público por um motivo bem diferente da fama que a consagrou. Aos 55 anos, a ex-atriz está trabalhando nas ruas do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde passou a vender empadas feitas por ela mesma. Os sabores de frango e camarão são os mais procurados pelos clientes e têm garantido movimento constante no ponto onde ela atua.
A iniciativa marca mais um capítulo de reinvenção na trajetória de Regininha, que ao longo dos últimos anos tem buscado alternativas para reorganizar a vida financeira e emocional.

Empadas feitas à mão e divulgação nas redes sociais
Regininha prepara pessoalmente os quitutes e faz questão de destacar a qualidade dos ingredientes utilizados. A divulgação do novo trabalho acontece principalmente por meio das redes sociais, onde ela publica vídeos e fotos convidando o público a experimentar as empadas ou realizar encomendas.
Em uma das postagens, a ex-atriz aparece sorridente enquanto promove os produtos e ressalta o cuidado no preparo. Segundo ela, a empada de camarão é feita com camarão de verdade, reforçando que não se trata de recheios industrializados ou genéricos. A fala espontânea e direta tem gerado curiosidade e atraído moradores da região.
A presença de Regininha nas ruas do Méier chama atenção não apenas pela qualidade dos produtos, mas também pelo contraste com a imagem de glamour associada ao passado da artista.
De musa dos anos 1990 à luta diária por renda
Durante o auge da carreira, Regininha Poltergeist foi presença constante na mídia. Ela foi musa de músicas de rock, participou de séries de televisão, posou nua e também atuou em filmes adultos, acumulando grande visibilidade e retorno financeiro. Em entrevistas, já revelou que chegou a possuir cinco apartamentos, símbolo de um período de prosperidade que, com o tempo, não se sustentou.
Nos últimos anos, a ex-atriz passou a diversificar as fontes de renda. Antes de vender empadas, ela atuou como cozinheira, vendeu quentinhas e chegou a oferecer serviços como massagista e personal organizer. Cada nova atividade representou uma tentativa de adaptação à realidade distante dos tempos de fama.
Dificuldades financeiras e cuidado com a saúde mental
Em 2022, Regininha revelou enfrentar uma das fases mais difíceis de sua vida. Na ocasião, contou que estava morando de favor em um posto de gasolina, situação que escancarou as dificuldades financeiras e emocionais vividas após o declínio da carreira artística.
Desde então, ela tem buscado tratamento para cuidar da saúde mental. Regininha passou pelo Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo, e posteriormente foi encaminhada ao CAPS II Clarice Lispector, no bairro do Encantado, onde segue em acompanhamento psiquiátrico.
Enquanto tenta reorganizar a vida pessoal e profissional, a venda de empadas no Méier representa não apenas uma fonte de renda, mas também um símbolo de resistência e recomeço.