Uma denúncia de estupro envolvendo uma das enfermeiras de Michael Schumacher veio à tona após anos de silêncio e promete abalar os bastidores da casa do lendário piloto.
O caso, que teria ocorrido em 2019, na residência da família em Gland, na Suíça, envolve um homem australiano de cerca de 30 anos, amigo próximo do filho de Schumacher e também ligado ao automobilismo.

Enfermeira teria perdido os sentidos antes do ataque
De acordo com o jornal suíço 24heures, a vítima e o acusado se encontraram na casa do ex-piloto ao final de um dia intenso de trabalho. Ambos, junto a outros colegas, participaram de um jogo de sinuca regado a bebidas.
A enfermeira, de cerca de 30 anos, começou a se sentir mal e perdeu os sentidos, sendo levada por colegas a uma sala reservada aos funcionários para descansar. O acusado, com a ajuda de outra pessoa, teria colocado a mulher em uma cama “sem despí-la”, segundo a denúncia.
No entanto, minutos depois, o homem teria retornado sozinho ao cômodo e abusado sexualmente da enfermeira por duas vezes, aproveitando-se do estado de inconsciência da vítima. As colegas afirmaram não ter ouvido nenhum barulho ou movimentação suspeita durante o ocorrido.
Silêncio por medo e confissão indireta do acusado
Na manhã seguinte, a enfermeira acordou desorientada, com sinais físicos que levantaram suspeitas de que algo grave havia acontecido. Ela chegou a enviar uma mensagem ao homem, que teria admitido indiretamente o ato, o que reforçou ainda mais suas suspeitas.
Mesmo assim, a mulher optou por guardar silêncio por medo de perder o emprego e de causar escândalo envolvendo a família Schumacher. O caso só foi levado à polícia em janeiro de 2022, dois anos após o ocorrido, quando a enfermeira já havia sido afastada da equipe de cuidados do ex-piloto.
O acusado, por sua vez, alegou que ambos já haviam se encontrado antes em uma discoteca em Genebra e que haviam se beijado — algo negado veementemente pela vítima, que afirmou conhecê-lo apenas como um conhecido da família.
Julgamento adiado e acusado desaparecido
O julgamento estava previsto para ocorrer nesta quarta-feira (15), porém, o réu está desaparecido há meses, o que pode comprometer o andamento do processo.
A Justiça suíça segue tentando localizar o acusado, que atualmente está suspenso por doping e fora das competições automobilísticas.
Fontes próximas à investigação garantem que nem Michael Schumacher nem sua família estão envolvidos no caso, e que o crime teria ocorrido na ausência de todos os membros da casa.
A enfermeira, que integrou a equipe médica do piloto desde seu acidente de esqui em 2013, ressalta possuir histórico profissional exemplar e lamenta que o episódio tenha sido o estopim para sua demissão.
O caso reacende o debate sobre abusos em ambientes de trabalho doméstico e o silêncio de vítimas que temem perder o sustento, especialmente quando os acusados possuem vínculos com pessoas influentes.