Esposa de Bolsonaro Brigou com Filho Após Ele Entregar Pai Para Polí…Ver mais

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Brasil, 2025 — Os bastidores da família Bolsonaro seguem marcados por tensão emocional, divergências internas e episódios que revelam fragilidades diante da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em meio ao cenário político conturbado, uma reunião realizada na sede do PL em Brasília expôs desentendimentos, alianças inesperadas e momentos de forte comoção protagonizados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Desde o início da crise, Michelle tem sido a figura mais presente ao lado do ex-presidente, tendo sido a primeira da família a visitá-lo após a audiência de custódia. No entanto, a decisão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de assumir a posição de porta-voz oficial da família gerou desconforto entre aliados e dentro do próprio núcleo familiar. Segundo relatos, Michelle se sentiu preterida e chegou a desabafar a pessoas próximas que não foi consultada pelo primogênito ― o que gerou mal-estar no encontro.

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Crises de choro, apoio inesperado e movimentações incomuns

Ainda durante a reunião, Michelle Bolsonaro teria passado por ao menos duas crises de choro enquanto conversava com lideranças e aliados. O episódio emocionou os presentes e revelou o grau de desgaste emocional da ex-primeira-dama diante da prisão do marido. Porém, um detalhe chamou particular atenção: Carlos Bolsonaro, historicamente desafeto de Michelle, foi quem se levantou para ampará-la em um dos momentos mais delicados.

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Carlos, filho 02 do ex-presidente, já havia protagonizado desentendimentos públicos com Michelle e, em certa ocasião, ela afirmara “não ser obrigada a conviver” com ele. A reconciliação parcial vista na reunião surpreendeu os presentes. Ao acolher Michelle durante o choro, Carlos ainda comentou que “não sabe de onde ela tira tanta força”, gesto interpretado como um movimento de pacificação dentro de um ambiente familiar fragilizado.

Outro gesto inesperado de Carlos durante o encontro foi o elogio ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Considerado inusitado entre os próprios bolsonaristas, o reconhecimento veio após o filho 02 classificá-lo como uma “voz consistente” na defesa do pai. O gesto chama atenção porque Nikolas vinha sendo criticado por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), alimentando tensões anteriores entre os dois.

Tensões internas, cobranças e divergências no grupo político

A reunião, entretanto, não se resumiu a reconciliações. O clima também foi marcado por cobranças firmes. Michelle Bolsonaro, ainda abalada, teria repreendido o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) após ele criticar publicamente senadores que visitaram o Complexo da Papuda. Segundo relatos, Michelle reclamou do comportamento do parlamentar por expor divergências internas e criar ruído em um momento tão delicado.

Gilvan argumentou que a visita dos senadores seria uma espécie de aceitação da prisão de Jair Bolsonaro, mas a ex-primeira-dama rebateu que críticas públicas apenas enfraqueceriam a oposição e colocariam aliados uns contra os outros. A fala de Michelle reforçou a percepção de que ela tenta assumir um papel de liderança emocional, mesmo que não oficialmente definido.

No centro de tudo, permanece a tensão pela condição de Jair Bolsonaro, que segue em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal. Enquanto ministros do STF já votaram por manter a prisão preventiva, a família se vê dividida entre estratégias políticas, desgaste público e a necessidade de se unir diante de uma das fases mais duras já enfrentadas pelo grupo.

O episódio escancara que, além da crise jurídica, a família Bolsonaro enfrenta também uma crise de relacionamento, marcada por divergências, tentativas de reconciliação e demonstrações de fragilidade que raramente chegam ao público.

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