A ex-atriz de filmes adultos Lana Rhoades, atualmente com 28 anos, voltou ao centro das discussões internacionais após solicitar que mais de 400 vídeos em que aparece sejam removidos da internet. A decisão marca um novo capítulo em sua busca por reconstrução pessoal e proteção ao filho, que ela afirma ser o principal motivo para tentar apagar definitivamente registros de um passado que, segundo suas próprias palavras, “a assombra todos os dias”. O pedido, encaminhado a diversas plataformas de conteúdo adulto e serviços de streaming, reacendeu o debate sobre privacidade e os limites do direito ao esquecimento na era digital.

Ex-atriz denuncia impactos da exposição e afirma querer proteger o filho
Lana, que se tornou uma das maiores estrelas da indústria de entretenimento adulto antes de abandonar a carreira, tem usado suas redes sociais para denunciar os danos emocionais e sociais decorrentes da exposição extrema que viveu. Em depoimentos compartilhados com seguidores, ela ressaltou que a imagem construída naquela época não condiz com quem ela é hoje e que deseja impedir que seu filho sofra consequências por causa de seus trabalhos antigos.
Segundo os portais IndiaTimes e Slash-Music, a influenciadora declarou que a permanência de seus vídeos online a impede de viver plenamente e que a possibilidade de o filho ser confrontado com esse conteúdo a levou a tomar medidas mais firmes. “Quero que sejam removidos para que meu filho nunca tenha que lidar com esse passado”, teria dito.
Lana também destacou que sua história serve como alerta para jovens que, em busca de fama e estabilidade financeira, acabam entrando na indústria sem plena consciência dos impactos futuros. Em suas publicações, ela explica que o retorno à vida privada após a notoriedade adulta é mais difícil do que muitos imaginam, especialmente quando os conteúdos são facilmente acessíveis em plataformas globais.
Pedido ganha apoio e reacende discussão sobre direito ao esquecimento digital
O apelo de Lana Rhoades foi amplamente apoiado por seguidores e ativistas que defendem o direito ao esquecimento — conceito jurídico que permite que indivíduos solicitem a exclusão de registros antigos que prejudiquem sua vida atual. Nas redes sociais, centenas de pessoas relataram experiências semelhantes e elogiaram a iniciativa da ex-atriz, interpretando o gesto como um marco simbólico para outras mulheres que desejam romper com o passado.
Especialistas em tecnologia e privacidade, porém, afirmam que a remoção completa de conteúdos na internet é complexa, especialmente quando se trata de vídeos distribuídos por múltiplas plataformas ao longo de anos. Mesmo com solicitações formais, o material pode continuar circulando em cópias ilegais ou em sites que se recusam a colaborar com pedidos de exclusão.
Apesar dos desafios, a postura de Lana reforça um movimento crescente de ex profissionais do setor adulto em busca de reabilitação de imagem. Para muitos analistas, o caso expõe a necessidade de discutir políticas mais eficientes de proteção digital, especialmente para conteúdos sensíveis que permanecem disponíveis por tempo indeterminado.
Influenciadora foca em saúde mental, maternidade e nova fase longe das câmeras
Atualmente, Lana Rhoades trabalha como influenciadora digital e empresária, com foco em temas como autoestima, maternidade, relacionamentos saudáveis e saúde mental. Ela afirma que seu maior objetivo é criar o filho em um ambiente seguro e livre do estigma associado à sua vida anterior. O afastamento das câmeras e da indústria permitiu que ela, segundo relata, recuperasse parte da estabilidade emocional perdida ao longo dos anos de grande exposição.
Em uma de suas postagens mais recentes, Lana disse desejar que as pessoas a reconheçam pelo que ela constrói hoje, e não pelo que fez há quase uma década. O apelo ecoou entre milhares de seguidores, que reforçaram mensagens de apoio e encorajamento nessa nova fase de sua trajetória.
Mesmo diante das incertezas sobre a efetividade da remoção total dos vídeos, a decisão de Lana marca uma mudança significativa em sua vida pública e inspira debates globais sobre redes sociais, consentimento digital e o direito ao recomeço.