Brasil, 2025 — A morte do jornalista Paulo Henrique Amorim, em 10 de julho de 2019, marcou profundamente o jornalismo brasileiro. Conhecido por seu estilo firme, suas análises contundentes e sua capacidade de se reinventar ao longo de mais de cinco décadas de carreira, ele deixou um legado que segue vivo entre colegas, admiradores e leitores.
Aos 77 anos, vítima de um infarto fulminante no Rio de Janeiro, Amorim se despediu do público, mas sua história continua sendo lembrada como um exemplo de dedicação e paixão pela comunicação.
Paulo Henrique Amorim começou no jornalismo escrito, trabalhando em grandes veículos como o Jornal do Brasil e a revista Realidade, onde destacou-se por reportagens profundas e investigativas.

Seu talento logo o levou para a televisão, meio em que se consolidaria como um dos comunicadores mais conhecidos do país. Ele passou por emissoras de grande relevância, como a Rede Globo, a TV Manchete, a Rede Bandeirantes e, mais tarde, a Record TV, onde ficou nacionalmente conhecido pela apresentação do programa Domingo Espetacular.
Ao longo da carreira, Paulo Henrique construiu uma marca registrada: a capacidade de mesclar informação, opinião e carisma. Sua voz grave e seu jeito de se comunicar tornaram-no inconfundível. Mais do que um simples apresentador, era visto como um jornalista que buscava aproximar a notícia da população, muitas vezes adotando uma postura crítica diante do poder político e econômico. Essa autenticidade conquistou admiradores e também gerou polêmicas, mas sempre reforçou seu compromisso em ser uma voz ativa na imprensa.

O comunicador e o público fiel
A ligação de Amorim com o público foi um dos grandes diferenciais de sua trajetória. Além da televisão, ele também foi pioneiro na internet. Criou o blog Conversa Afiada, onde publicava textos e análises sobre os principais acontecimentos do país. Nesse espaço, conquistou ainda mais seguidores, principalmente pela linguagem direta e acessível, que dialogava com a realidade cotidiana dos brasileiros.
Paulo Henrique não se restringia apenas a relatar fatos: ele opinava, criticava e provocava reflexões. Essa postura fez com que fosse considerado um jornalista polêmico, mas também autêntico, alguém que não se intimidava em questionar temas delicados ou enfrentar debates difíceis.
Sua maneira de tratar a notícia fez com que fosse respeitado por muitos colegas e, ao mesmo tempo, alvo de críticas de adversários. Ainda assim, manteve até o fim da vida a convicção de que o papel do jornalista é incomodar, questionar e trazer novos olhares para a sociedade.

A despedida e o legado de Paulo Henrique Amorim
No dia de sua morte, aos 77 anos, Paulo Henrique estava no Rio de Janeiro quando sofreu um infarto fulminante. A notícia pegou de surpresa colegas de profissão, admiradores e familiares. Rapidamente, as homenagens se multiplicaram, destacando sua importância para o jornalismo brasileiro e a forma como sua trajetória impactou gerações de profissionais da comunicação.
Sua partida deixou um vazio na televisão e no jornalismo digital, mas sua obra continua viva na memória de quem acompanhou sua trajetória. Para muitos, Amorim representou o jornalista completo: atuou no impresso, na televisão e no meio digital, sempre com a mesma dedicação.

A morte de Paulo Henrique Amorim não apagou a força de sua marca. Pelo contrário: consolidou sua imagem como um dos grandes nomes da imprensa brasileira, lembrado não apenas por sua voz e presença, mas pelo compromisso de transformar a notícia em diálogo com o povo. Seu legado é um convite à reflexão sobre o papel do jornalismo em tempos de mudanças e desafios constantes.