Filho Tira A Vida de Sua Mãe Por Causa de Dinheiro e Acab…Veja o caso

Um caso que chocou a Austrália ganhou destaque mundial nesta semana. Um homem foi condenado por assassinar a própria mãe com o objetivo de receber o valor de apólices de seguro de vida em seu nome, que somavam cerca de US$ 1,15 milhão (o equivalente a R$ 6,5 milhões na cotação atual).
O crime, cometido em 2020, foi investigado ao longo de anos e só agora teve a sentença definitiva: o réu deverá cumprir pelo menos 25 anos de prisão antes de poder solicitar liberdade condicional.
O condenado é Andre Zachary Rebelo, um corretor de criptomoedas que, segundo as investigações, planejou friamente a morte de sua mãe, Colleen Rebelo, de 58 anos, após registrar múltiplas apólices de seguro em nome dela.
Durante o julgamento, que durou sete semanas na Suprema Corte de Perth, o júri considerou Andre culpado de homicídio. A sentença foi anunciada no dia 1º de abril — justamente quando o réu completava 29 anos.
A promotoria apresentou provas de que o acusado falsificou documentos e tentou fraudar seguradoras, com o objetivo de receber o valor total das apólices.
Embora tenha negado envolvimento direto no assassinato, Andre confessou quatro tentativas de fraude e acabou sendo preso em novembro de 2022. O caso levantou um alerta importante: até onde pode ir a ambição humana quando não há limites éticos ou morais?
A traição de quem mais confiava: o crime partiu do próprio filho
A tragédia chamou atenção não apenas pela brutalidade, mas pela violação profunda de confiança. O juiz responsável pelo caso, Bruno Fiannaca, classificou o assassinato como “a mais alta forma de traição” — a de um filho contra a própria mãe. Segundo o magistrado, Colleen foi uma mulher que lutou para criar seus quatro filhos, sendo descrita como uma mãe presente e dedicada. O impacto do crime devastou toda a família, inclusive os netos da vítima.
Durante o julgamento, ficou evidente que Andre se empenhou para montar cuidadosamente o esquema das apólices, como se tratasse de uma transação comercial qualquer.
Ele ocultou informações da polícia, mentiu sobre o paradeiro no dia do crime e tentou manipular o sistema de seguros para se beneficiar financeiramente da tragédia que ele mesmo causou. Tudo isso foi considerado pelo juiz como agravante na pena.
Casos como esse evidenciam que o problema vai além do crime em si: refletem uma crise de valores, em que o dinheiro se torna mais importante do que a vida. A justiça australiana foi firme na condenação, mas o alerta que fica é que esse tipo de comportamento pode crescer quando o individualismo e a ganância ocupam o lugar do afeto e da empatia — até mesmo dentro da própria casa.