Homem Obriga Esposa de Resguardo A Fazer As Coisas de Casa e Ameaça Chut…Ver mais
Um vídeo que passou a circular com força nas redes sociais nesta sexta-feira (02) provocou indignação generalizada e reacendeu o debate sobre a pressão física, emocional e psicológica enfrentada por mulheres no período pós-parto. As imagens mostram um homem filmando a própria esposa, sentada com um bebê no colo, enquanto faz críticas duras e ofensivas sobre o comportamento dela após o nascimento da criança.
O conteúdo gerou revolta entre internautas, profissionais da saúde e defensores dos direitos das mulheres, que apontam o episódio como um exemplo claro de violência psicológica, especialmente grave por ocorrer em um momento de fragilidade física e emocional da mulher.

Críticas ao puerpério e cobrança por tarefas domésticas
Durante a gravação, o homem afirma que o período de “resguardo” da esposa já teria terminado. Segundo ele, a mulher estaria com um mês e sete dias após o parto, ultrapassando, na visão dele, o prazo de 30 dias que justificaria descanso ou limitações físicas.
A partir dessa interpretação, ele passa a exigir que a companheira volte a realizar tarefas domésticas, como varrer a casa, lavar louça e limpar o quintal, ignorando completamente as orientações médicas sobre o puerpério, fase que pode durar até 45 dias ou mais, dependendo das condições físicas e emocionais da mulher.
Enquanto a esposa permanece em silêncio, segurando o bebê, o homem mantém o tom agressivo e controlador, reforçando a cobrança como se fosse uma obrigação inquestionável, mesmo diante do cuidado integral com um recém-nascido.
Ofensas, humilhações e ameaça de expulsão de casa
O vídeo ganha contornos ainda mais graves quando o homem passa a utilizar termos pejorativos para se referir à esposa, chamando-a de “cebosa” e fazendo comparações depreciativas com a sogra. Em determinado momento, ele ameaça expulsá-la de casa caso ela não cumpra as exigências impostas.
Segundo o autor da gravação, se a mulher continuar se recusando a realizar os serviços domésticos, deverá “morar na barraca” com a mãe. Ele ainda afirma que ela não levaria nenhum pertence, alegando ser o provedor financeiro de tudo o que existe na residência, o que reforça uma postura de dominação econômica.
No trecho final do vídeo, o homem exalta o fato de comprar produtos de grife e originais para o bebê, usando isso como argumento para se colocar em posição de superioridade sobre a companheira, numa tentativa de justificar o comportamento agressivo.
Reação pública e alerta sobre violência psicológica
A repercussão foi imediata. Internautas classificaram o comportamento como abusivo, cruel e desumano, destacando que o pós-parto é um período sensível, marcado por alterações hormonais, risco de depressão pós-parto, dores físicas e exaustão emocional.
Especialistas alertaram que situações como essa podem ser enquadradas como violência psicológica, caracterizada por humilhação, ameaça, constrangimento, controle e tentativa de isolamento da mulher. Esse tipo de violência é reconhecido pela legislação brasileira como uma forma grave de agressão, mesmo quando não há contato físico.
O caso também reacendeu discussões sobre a romantização da maternidade e a cobrança excessiva para que mulheres “voltem ao normal” rapidamente após o parto, ignorando limites do corpo e da mente.
O vídeo, amplamente compartilhado, passou a ser usado como exemplo do quanto ainda é necessário informação, empatia e responsabilidade no cuidado com mulheres no puerpério. Para muitos, mais do que um episódio isolado, o conteúdo expõe uma realidade silenciosa vivida por inúmeras mulheres dentro de casa, longe das câmeras, mas com impactos profundos e duradouros.