Idoso de 72 Anos M0rre Após Ser Atropelado Por Cachorro Na Ru…Ver mais

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A vulnerabilidade natural da terceira idade torna qualquer queda um risco potencialmente grave, mesmo quando provocada por situações aparentemente simples. No interior de São Paulo, um episódio recente trouxe nova atenção para esse problema ao demonstrar como poucos segundos podem alterar de forma definitiva a vida de uma família. Em Piacatu, o idoso Antônio Romão, de 72 anos, morreu após complicações decorrentes de um acidente causado por um cachorro que corria solto pela rua. A história, registrada por câmeras de segurança, reacendeu discussões sobre segurança urbana, prevenção e responsabilidade dos tutores de animais.

O caso ganhou repercussão regional não apenas pela imagem forte do momento da queda, mas pelo desfecho que se prolongou ao longo de meses. Antônio, que caminhava tranquilamente, não teve chance de reagir ao impacto repentino. O que começou como um susto terminou em uma batalha por sobrevivência, revelando o quanto um descuido pontual pode gerar consequências devastadoras para pessoas em idade avançada.

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Para familiares e moradores da cidade, o episódio reforçou a necessidade de fiscalização e de medidas preventivas que evitem a circulação de animais soltos, sobretudo em áreas residenciais. O acidente expôs fragilidades que vão além da questão individual, envolvendo também o dever coletivo de garantir segurança e respeito ao espaço urbano.

Queda registrada por câmeras mostra segundos que antecederam tragédia

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As imagens captadas por câmeras de segurança mostram Antônio caminhando calmamente por uma via do município quando dois cães surgem correndo em sua direção. Um deles atinge diretamente suas pernas, derrubando-o com força no asfalto. O impacto faz com que ele bata a cabeça, iniciando o quadro clínico que marcaria os meses seguintes.

O idoso foi socorrido por testemunhas e levado ao pronto-socorro, onde recebeu dez pontos na cabeça. Exames revelaram também uma fratura no nariz. Apesar da assistência inicial, seu estado de saúde piorou rapidamente, exigindo transferência para a Santa Casa de Araçatuba. Lá, os médicos constataram que Antônio havia perdido completamente os movimentos e a sensibilidade do pescoço para baixo, resultado de uma lesão medular grave.

Internado em estado crítico, ele passou meses sob cuidados intensivos até que, em dezembro, seu falecimento foi confirmado. O laudo descreveu evolução compatível com as sequelas severas da queda. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que atestou morte decorrente das complicações neurológicas.

Segundo familiares, o tutor do cachorro relatou que o animal havia escapado de casa e que não tinha o costume de circular pela rua. Ainda assim, o caso foi registrado como morte acidental — classificação que não encerra o debate sobre responsabilidade, mas indica que não houve intenção de provocar o acidente.

Responsabilidade dos tutores e riscos urbanos voltam ao debate

A morte de Antônio Romão reacendeu discussões sobre o dever de tutores de animais em manter controle sobre seus cães, especialmente em áreas urbanas. Embora muitos considerem comum permitir que os animais circulem livremente, especialistas apontam que isso representa riscos tanto aos pedestres quanto aos próprios cães. Acidentes como atropelamentos, ataques ou quedas podem acontecer em segundos, sem que haja tempo para intervenção.

Em cidades menores, onde a convivência comunitária tende a ser mais informal, a circulação de animais soltos ainda é vista com certa naturalidade. No entanto, episódios como o de Piacatu mostram que essa prática pode resultar em consequências irreversíveis. No caso de idosos, o perigo é ampliado devido à maior fragilidade óssea, reflexos reduzidos e predisposição a lesões graves mesmo em quedas aparentemente simples.

O episódio também suscita reflexões sobre políticas públicas. A fiscalização de animais soltos, campanhas de conscientização e a adoção de medidas preventivas, como muros mais seguros e portões com travas eficientes, podem reduzir significativamente riscos semelhantes. A responsabilidade, porém, é compartilhada: envolve tutores, vizinhos, autoridades e toda a comunidade.

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