A situação de saúde de Isabel Veloso voltou a preocupar familiares, amigos e seguidores nos últimos dias. Conhecida nacionalmente por compartilhar nas redes sociais sua luta contra o câncer desde a adolescência, a jovem enfrenta um dos momentos mais delicados de todo o tratamento após ser internada novamente, pouco tempo depois de passar por um transplante de medula óssea. O procedimento, realizado como uma tentativa de manter a remissão do Linfoma de Hodgkin, acabou trazendo complicações graves no período pós-transplante.

Transplante foi realizado como tentativa de manter o câncer em remissão
O transplante de medula óssea ocorreu em dezembro e foi indicado como uma alternativa diante da complexidade do quadro clínico de Isabel. Esse tipo de procedimento costuma ser recomendado quando outros tratamentos não apresentam a resposta esperada ou quando há risco elevado de recidiva da doença. Apesar da expectativa positiva inicial, a recuperação não evoluiu conforme o planejado, exigindo nova internação da jovem.
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Desde então, Isabel permanece sob cuidados médicos intensivos. O período pós-transplante é considerado crítico, pois o organismo do paciente passa por uma fase de extrema fragilidade imunológica. Qualquer alteração pode representar riscos sérios, o que torna o acompanhamento hospitalar indispensável. No caso da jovem, surgiram complicações que agravaram ainda mais seu estado de saúde, exigindo intervenções constantes da equipe médica.
As informações mais recentes sobre o quadro clínico têm sido divulgadas pela família, que acompanha de perto cada etapa do tratamento. O clima, segundo relatos, é de apreensão, mas também de esperança diante das possibilidades terapêuticas disponíveis.
Pai de Isabel confirma diagnóstico de Doença do Enxerto contra o Hospedeiro
Em uma publicação nas redes sociais, Joelson Veloso, pai de Isabel, revelou que a filha foi diagnosticada com a Doença do Enxerto contra o Hospedeiro, conhecida como DECH. A condição é uma das complicações mais temidas em pacientes submetidos ao transplante de medula óssea.
“Infelizmente a rejeição do enxerto e infecções graves após o transplante são riscos sérios e imprevisíveis. Surgem de forma agressiva e difícil de controlar. O corpo fragilizado e a complexidade do tratamento tornam tudo mais delicado”, escreveu Joelson ao explicar a situação enfrentada pela filha.
A DECH ocorre quando as células de defesa do doador passam a atacar o organismo do receptor, entendendo-o como um corpo estranho. Essa reação imunológica pode provocar inflamações severas e comprometer diversos sistemas do corpo, tornando o tratamento ainda mais complexo.
Complicações afetam órgãos e exigem tratamento agressivo
Entre os principais sintomas da Doença do Enxerto contra o Hospedeiro estão erupções na pele, vermelhidão intensa, irritação nos olhos e alterações no funcionamento de órgãos vitais. Fígado e intestino costumam ser os mais afetados, podendo gerar quadros como icterícia, diarreia grave e dores abdominais persistentes.
No caso de Isabel Veloso, os médicos monitoram constantemente a evolução desses sintomas, já que a resposta do organismo pode variar de paciente para paciente. Para tentar conter a ação das células que atacam o corpo, o tratamento envolve o uso de corticoides e medicamentos imunossupressores. Embora necessários, esses remédios reduzem drasticamente a imunidade, aumentando o risco de infecções oportunistas.
Esse cenário exige cuidados extremos, isolamento hospitalar e vigilância contínua. A família segue atualizando o público sobre o estado de saúde da jovem, enquanto mensagens de apoio se multiplicam nas redes sociais. A história de Isabel, marcada por coragem e exposição sincera da realidade do tratamento oncológico, continua mobilizando milhares de pessoas que acompanham, com atenção e solidariedade, mais esse capítulo difícil de sua trajetória.