Depois de ter seu nome e imagem amplamente associados ao Comando Vermelho (CV), a jovem Maria Eduarda, conhecida nas redes sociais como Penélope, decidiu se manifestar publicamente pela primeira vez. Ela havia sido dada como morta durante a Megaoperação Contenção, realizada nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 100 mortes.
O caso ganhou grande repercussão nas redes e em portais de notícias, que a apontaram como uma figura ligada à facção criminosa. No entanto, Maria Eduarda negou todas as acusações e afirmou que as informações divulgadas são falsas.
A jovem explicou que ficou em choque ao ver seu nome envolvido em uma narrativa que não correspondia à realidade. “Essa tal de Japinha que estão falando aí… não sou eu. Essa menina não existe. Japinha não existe. Não existe ninguém com esse apelido.
O meu nome é Maria Eduarda, conhecida como Penélope”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais. Ela destacou ainda que as fotos usadas nas matérias e publicações eram antigas e não a representam mais.

“A internet criou essa história”, diz Maria Eduarda
Segundo Maria Eduarda, tudo começou quando páginas nas redes sociais e alguns veículos de comunicação começaram a publicar que uma mulher conhecida como “Japinha do CV” havia sido morta durante a megaoperação policial. Rapidamente, seu nome e suas fotos passaram a circular junto à falsa identidade. Além disso, mensagens atribuídas a uma suposta irmã dela pediam respeito ao luto da família, o que reforçou o boato.
No entanto, Maria fez questão de esclarecer que nenhum familiar seu se pronunciou sobre o caso. “Isso tudo que aconteceu foi a internet que criou, porque em nenhum momento eu ou minha família ou ninguém próximo a mim veio falar nada na internet que eu tinha morrido”, explicou. A jovem também disse que o episódio trouxe medo e tristeza, principalmente por ver sua imagem ser usada de forma irresponsável.
Ela destacou que o episódio envolveu fotos de uma antiga fase de sua vida, da qual não faz mais parte. “A internet vinculou fotos, imagens de uma vida minha passada, na qual eu não levo mais”, desabafou.
Polícia confirma que não houve morte de mulheres na operação
De acordo com informações da Polícia Civil, não houve nenhuma morte feminina durante a operação realizada no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão. O corpo que havia sido atribuído a Maria Eduarda, com o rosto desfigurado, foi posteriormente identificado como sendo do traficante baiano Ricardo Aquino dos Santos.
A revelação reforçou a versão da jovem, que agora tenta reconstruir sua imagem e seguir a vida sem ser associada ao crime. O caso reacendeu o debate sobre o impacto das fake news e os danos irreversíveis que a divulgação de informações falsas pode causar.
Hoje, Maria Eduarda busca apenas recuperar sua tranquilidade e o direito de ser reconhecida por quem realmente é. “Eu estou viva, bem, e quero apenas que parem de espalhar mentiras sobre mim”, afirmou