A cidade de Catalão, no sudeste de Goiás, acompanha com apreensão o estado de saúde de João Pedro, de apenas 9 anos, que permanece internado após ser alvo de um ataque massivo de abelhas. A mãe do menino, Rebeca Amorim, se manifestou neste domingo para atualizar a situação e reforçar que, apesar da gravidade, o filho apresenta evolução considerada satisfatória pelos médicos. João recebeu cerca de 1,5 mil ferroadas, especialmente na região da cabeça e do pescoço, e o caso exige monitoramento constante.
Tudo aconteceu enquanto o garoto brincava perto de casa, sob os cuidados da avó. Ele estava acompanhado da irmã, de 13 anos, que voltou para casa sem perceber que o irmão havia sido cercado por abelhas no matagal próximo. Rebeca estava trabalhando quando recebeu o aviso sobre o desaparecimento do filho, dando início a uma busca rápida pela região. Minutos depois, vizinhos ouviram gritos de socorro vindos de uma área de vegetação fechada e correram para ajudar.

Resgate rápido, estado grave e transferência para outro hospital
Ao ser encontrado pelo Corpo de Bombeiros, João estava sentado, consciente e orientado, mas cercado por centenas de abelhas que ainda o atacavam. Embora estivesse visivelmente inchado, o menino não relatava dor, o que surpreendeu até a própria mãe, já que o rosto e o pescoço apresentavam sinais severos das picadas. O resgate foi feito com urgência, e o menino foi levado inicialmente para a Santa Casa de Misericórdia de Catalão.
Devido à grande quantidade de ferroadas e ao risco de complicações respiratórias, os médicos decidiram transferi-lo para um hospital em Uberlândia, Minas Gerais, onde as equipes dispõem de infraestrutura mais completa para casos como esse. De acordo com Rebeca, João segue sedado, intubado e sem previsão de extubação, mas o quadro é estável. Os médicos classificam a situação como grave, mas ressaltam que o menino responde bem aos tratamentos.
Especialistas explicam que ataques de abelhas são considerados emergências médicas importantes, principalmente quando envolvem crianças e uma quantidade tão elevada de ferroadas. Além da dor e do inchaço, há riscos de reações alérgicas intensas, choque anafilático e sobrecarga do organismo, que precisa lidar com a toxina liberada em cada picada.
Mobilização da comunidade e esperança para a recuperação
O episódio mobilizou moradores da região, que foram fundamentais para a localização rápida do menino. Foram eles que, ao ouvirem os pedidos de socorro, indicaram o ponto exato onde João estava escondido no mato, ainda cercado pelo enxame. Após o resgate inicial, o garoto conseguiu caminhar com apoio da mãe até um local seguro, onde esperou atendimento.
A família agora se apoia nas atualizações positivas enviadas pela equipe médica e mantém a esperança de uma recuperação plena. O caso chamou atenção pela gravidade e pela força demonstrada pela criança, que, mesmo muito ferida, manteve a calma no momento do resgate. Apesar do susto, os parentes acreditam que João terá um bom prognóstico conforme avança no tratamento.