Jovem Quase Perde A Mão Por Infecção Após Colocar Unhas em Ge…Ver mais

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Um caso registrado em Alagoas acendeu um alerta sobre os riscos de procedimentos estéticos realizados sem os devidos cuidados de higiene. Uma jovem de 20 anos precisou de atendimento médico após apresentar sintomas incomuns dias depois de fazer um alongamento de unhas em gel. O que inicialmente parecia ser apenas um desconforto evoluiu rapidamente para um quadro grave, exigindo atendimento em diferentes unidades de saúde.

A jovem começou a sentir febre alta, dor de cabeça intensa e mal-estar progressivo. As dores se intensificaram ao longo dos dias, levando-a a buscar atendimento médico, mas os primeiros exames não identificaram de forma clara a origem do problema. Somente quando ela chegou ao Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA) a equipe médica começou a notar sinais específicos que chamaram atenção.

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Ao examinar as mãos da paciente, os profissionais observaram alterações na coloração da pele e sinais visíveis de infecção nas unhas. Diante do histórico recente de aplicação de unhas em gel, levantou-se a suspeita de que o procedimento poderia ter sido o ponto de entrada de bactérias na corrente sanguínea. A partir daí, a equipe iniciou uma investigação detalhada para identificar o tipo de infecção e avaliar possíveis complicações.

Diagnóstico aponta endocardite infecciosa e caso gera alerta sobre procedimentos estéticos

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Os exames mais aprofundados confirmaram um diagnóstico extremamente preocupante: endocardite infecciosa, uma doença rara, mas grave, causada pela entrada de micro-organismos no sangue que podem atingir o endocárdio — a camada interna do coração. A condição exige tratamento imediato e intensivo, já que pode provocar danos às válvulas cardíacas e levar a complicações potencialmente fatais.

Segundo os especialistas, a contaminação pode ter ocorrido durante o procedimento de colocação das unhas em gel, caso os instrumentos utilizados não estivessem devidamente esterilizados ou caso tivesse havido alguma lesão durante a aplicação. Pequenas fissuras, cortes ou falhas na higienização podem abrir portas para bactérias entrarem na circulação sanguínea.

A jovem foi internada para receber tratamento específico com antibióticos intravenosos. O protocolo adotado pelo HMA envolve monitoramento contínuo, avaliação cardiológica e acompanhamento de possíveis sequelas. De acordo com a equipe médica, o diagnóstico rápido foi fundamental para evitar um agravamento ainda maior do quadro.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a importância de realizar procedimentos estéticos apenas em locais que seguem rigorosamente normas sanitárias. Profissionais da área lembram que materiais perfurocortantes ou reutilizáveis precisam passar por processos de esterilização adequados, e que o ambiente deve ser limpo, ventilado e equipado para garantir segurança.

Além disso, dermatologistas e infectologistas reforçam que qualquer alteração após procedimentos — como febre, vermelhidão, dor intensa, mau cheiro ou mudança na coloração da pele — deve ser tratada como sinal de alerta. Procurar atendimento médico imediatamente pode evitar complicações graves.

O caso da jovem de 20 anos serve como um lembrete importante: cuidados estéticos, quando negligenciados, podem se transformar em risco à saúde. A busca por preços baixos ou rapidez na aplicação não pode substituir a segurança. A atenção aos protocolos de higiene e à escolha de profissionais capacitados é essencial para evitar situações como essa.

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