Jovem Que Foi Abandonado Em Trilha Conta Como Sobreviveu: ‘Tive Que Comer Inse…Ver mais

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O relato de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, voltou a chamar atenção para os riscos enfrentados por praticantes de trilhas em regiões de mata fechada e alta altitude. O jovem ficou cinco dias desaparecido no Pico Paraná, ponto mais alto da Região Sul do Brasil, e afirmou ter sido abandonado durante a trilha, sobrevivendo apenas com água até ser localizado pelas equipes de resgate.

Segundo o próprio Roberto, a experiência foi marcada por medo, exaustão física e decisões extremas na tentativa de encontrar uma saída da montanha. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre responsabilidade, preparo e segurança em trilhas de alto risco.

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Jovem relata abandono e dias de sobrevivência extrema

Em depoimento após o resgate, Roberto contou que integrava um grupo que realizava a trilha no Pico Paraná quando acabou se separando dos demais. De acordo com ele, após se perder do grupo, não recebeu apoio imediato e acabou ficando sozinho na mata, sem alimentos e sem equipamentos adequados para passar vários dias no local.

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Durante os cinco dias em que permaneceu desaparecido, o jovem afirmou que sobreviveu apenas ingerindo água, retirada de pequenos cursos naturais encontrados ao longo do caminho. Sem sinal de celular e desorientado, Roberto tentou refazer a trilha por conta própria, mas acabou se afastando ainda mais do percurso correto.

A situação se agravou quando, em uma tentativa desesperada de descer a montanha, ele decidiu pular de uma cachoeira com cerca de 30 metros de altura. O jovem relatou que acreditava ser a única forma de escapar da região onde estava preso. Apesar da queda, conseguiu sobreviver, mesmo com dores intensas e ferimentos, permanecendo ainda mais vulnerável na mata.

Operação de resgate mobilizou equipes especializadas

O desaparecimento mobilizou familiares, voluntários e equipes do Corpo de Bombeiros, que iniciaram buscas intensas na região da Serra do Mar paranaense. As operações envolveram trilhas técnicas, uso de drones e varreduras em áreas de difícil acesso, conhecidas pelo terreno íngreme e pela vegetação densa.

Após cinco dias de buscas, Roberto foi localizado debilitado, desidratado e com sinais claros de exaustão física. O resgate exigiu cuidados especiais devido às condições do local e ao estado de saúde do jovem. Ele foi encaminhado para atendimento médico, onde recebeu hidratação, avaliação clínica e acompanhamento.

As autoridades reforçaram que o Pico Paraná é uma região que exige planejamento rigoroso, preparo físico e equipamentos adequados, além da importância de jamais realizar trilhas sozinho ou sem guias experientes.

Caso reacende debate sobre segurança em trilhas de alto risco

O episódio reacendeu discussões sobre os perigos do montanhismo sem preparo adequado e sobre a responsabilidade de grupos que se aventuram em trilhas complexas. Especialistas alertam que abandonar um integrante, especialmente em áreas de risco, pode ter consequências fatais.

Além disso, o caso de Roberto expôs a necessidade de maior conscientização sobre protocolos de segurança, como comunicação constante entre os membros do grupo, definição clara de rotas, horários de retorno e planos de emergência.

Embora tenha sobrevivido, o jovem afirmou que a experiência deixou marcas profundas e serviu como alerta. O Pico Paraná, apesar de ser um destino bastante procurado por aventureiros, continua sendo um ambiente hostil para quem subestima seus desafios. O resgate com vida foi celebrado, mas o episódio reforça que, na montanha, qualquer erro pode custar caro.

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