Médicos Americanos Afirmam Que Bolsonaro Pode M0rrer A Qualquer Momen…Ver mais
Pessoas que convivem com doenças crônicas enfrentam uma rotina marcada por limites físicos, tratamentos contínuos e incertezas constantes. Não se trata apenas de controlar sintomas isolados, mas de administrar riscos que se acumulam ao longo do tempo e podem se agravar diante de qualquer alteração no organismo. Quando múltiplas condições estão presentes simultaneamente, o cuidado precisa ser ainda mais rigoroso, especialmente em contextos de estresse físico ou emocional.
É nesse cenário que um novo laudo elaborado pela Polícia Federal trouxe detalhes sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento classifica o quadro clínico como de “multimorbidade”, termo médico utilizado para definir a presença simultânea de várias doenças crônicas em um mesmo paciente. Segundo os peritos, essa combinação aumenta significativamente o risco de complicações graves e até de morte súbita, o que exige acompanhamento médico frequente e rigoroso.

Conjunto de doenças eleva risco clínico
Entre as condições listadas no laudo estão apneia obstrutiva do sono em grau grave, hipertensão arterial sistêmica, doença aterosclerótica e insuficiência renal em estágio limítrofe. De acordo com a avaliação técnica, essas enfermidades, quando associadas, potencializam riscos cardiovasculares e metabólicos, sobretudo em situações de esforço, privação de sono ou alterações abruptas na rotina.
O documento também menciona alterações neurológicas observadas recentemente, como episódios de confusão mental e variações no nível de consciência. Esses quadros, segundo os peritos, podem estar relacionados ao uso de medicamentos de ação central, prescritos para o controle de crises persistentes de soluço, um problema que Bolsonaro enfrenta há anos.
Outro ponto relevante destacado no laudo é o registro de uma queda recente, que resultou em um traumatismo craniano leve. Embora classificado como sem gravidade imediata, o episódio passou a integrar o histórico clínico por representar um fator adicional de risco, especialmente em um paciente com múltiplas comorbidades.
Sequelas da facada e fatores associados
A avaliação da Polícia Federal também relembra as sequelas decorrentes da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. Entre elas estão aderências intestinais, esofagite erosiva e crises recorrentes de soluços, que seguem impactando sua qualidade de vida e exigem cuidados médicos constantes.
Além disso, o laudo cita sobrepeso e sintomas depressivos, fatores que, de acordo com a literatura médica, podem influenciar diretamente o equilíbrio geral da saúde, agravando quadros cardiovasculares, metabólicos e até neurológicos. Esses elementos reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e avaliações periódicas.
Situação atual e avaliação penal
Apesar da extensa lista de diagnósticos, a conclusão dos peritos é de que o estado clínico do ex-presidente é considerado estável no momento. O laudo afirma que não há indicação imediata para prisão domiciliar e que Bolsonaro pode permanecer custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como Papudinha.
O documento foi elaborado para subsidiar decisões futuras no âmbito da execução penal, servindo como base técnica para análises judiciais. O caso reacende discussões sobre como o sistema de Justiça e o sistema prisional lidam com pessoas que possuem múltiplas doenças crônicas, especialmente quando envolvem figuras públicas, levantando questionamentos sobre limites, responsabilidades e garantias legais em situações de saúde complexa.
