A noite de segunda-feira (12) terminou de forma trágica no Sul da Ilha, em Florianópolis. A adolescente Maria Cristina Santana, de 14 anos, morreu após um acidente de trânsito que comoveu familiares, moradores e amigos da comunidade da Tapera.
O caso ocorreu por volta das 20h50, quando a jovem descia uma rua lateral de bicicleta. Ao acessar a via principal, no exato momento em que um ônibus passava pelo local, acabou sendo atingida. Testemunhas relataram que a bicicleta estaria sem freio, o que pode ter contribuído para a dinâmica do acidente.

Testemunhas relatam que bicicleta estaria sem freio
Pessoas que presenciaram a cena afirmaram que Maria Cristina perdeu o controle ao entrar na via principal. A suspeita inicial é de que a bicicleta apresentava falha mecânica, dificultando a frenagem no trecho. As circunstâncias exatas seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes.
O impacto mobilizou moradores da região e equipes de socorro. Apesar do atendimento, a adolescente não resistiu. A morte causou forte comoção no bairro, onde a família é conhecida e a jovem era descrita como alegre e querida por todos.
Mãe isenta motorista e destaca atitude após o acidente
Mesmo diante da dor da perda, a mãe de Maria Cristina fez questão de destacar a postura do motorista do ônibus envolvido no acidente. Segundo ela, o condutor permaneceu no local durante todo o tempo, prestou auxílio e demonstrou estar profundamente abalado com o ocorrido.
“Ele ficou ali o tempo todo, foi bem prestativo, estava muito nervoso. Eu queria muito entrar em contato com ele para confortar, porque ele não teve culpa de nada”, disse a mãe, em relato que emocionou a comunidade. A fala reforça que, na avaliação da família, o motorista não teve responsabilidade pelo acidente.
Família autoriza doação de órgãos em gesto de solidariedade
Em meio ao luto, a família autorizou a doação dos órgãos da adolescente. A decisão foi comunicada como um gesto de amor e solidariedade, alinhado ao perfil de Maria Cristina, descrita pelos familiares como alguém generosa e sensível ao próximo.
A doação trouxe algum conforto aos parentes, na esperança de que outras vidas possam ser salvas a partir desse ato. O caso reacende o debate sobre segurança no trânsito, especialmente envolvendo ciclistas, e reforça a importância da manutenção adequada de bicicletas, sobretudo quando utilizadas por crianças e adolescentes.
A comunidade da Tapera segue mobilizada em mensagens de apoio à família, enquanto amigos e moradores prestam homenagens à adolescente, cuja partida precoce deixou um vazio profundo no Sul da Ilha.