Menina Mata Irmão de 11 Meses Por Estar Cansada de Cui…Ver mais

0

Um caso de extrema gravidade chocou moradores do Guarujá, no litoral paulista, após um incêndio criminoso provocar a morte de um bebê de 11 meses e deixar uma criança de 2 anos em estado grave. O episódio ocorreu na segunda-feira (14) e teve como autora uma adolescente de 14 anos, irmã das vítimas, que confessou ter ateado fogo propositalmente no apartamento onde a família morava.

Adolescente confessou incêndio e apontou cansaço como motivação

Publicidade

De acordo com a investigação, a adolescente foi detida após admitir a autoria do incêndio. Em depoimento à polícia, ela afirmou que estava cansada de cuidar dos irmãos durante o período de férias escolares, o que teria motivado a ação. Segundo o delegado responsável pelo caso, Glaucus Vinicius Silva, a jovem não demonstrou arrependimento ao relatar o ocorrido.

Ainda conforme o depoimento, a adolescente colocou os irmãos para dormir antes de iniciar o incêndio. Em seguida, teria ateado fogo em um carpete e liberado o gás de cozinha com o objetivo de espalhar as chamas pelo imóvel. A jovem também revelou à polícia que pesquisou previamente quanto tempo um botijão de gás levaria para explodir, o que reforçou a suspeita de premeditação.

Incêndio matou bebê e deixou outras pessoas feridas

Publicidade

O fogo se alastrou rapidamente pelo apartamento, provocando uma situação de pânico no local. O bebê de 11 meses não resistiu e morreu em decorrência do incêndio. Já o irmão de 2 anos foi resgatado com vida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para atendimento médico em estado grave.

Além das crianças, um vizinho que tentou ajudar no resgate acabou sofrendo queimaduras no braço. Ele recebeu atendimento médico e passa bem. O incêndio mobilizou equipes de emergência e causou comoção entre moradores do prédio e da região, que acompanharam a movimentação das viaturas e o trabalho dos bombeiros.

Caso é investigado como homicídio e envolve Vara da Infância

Após a confissão, a adolescente foi encaminhada à Vara da Infância e Juventude, onde ficará à disposição da Justiça. Ela também deverá passar por exames psiquiátricos, que irão avaliar seu estado mental e auxiliar nas decisões judiciais sobre as medidas socioeducativas a serem aplicadas.

O caso foi registrado pela Delegacia de Guarujá como homicídio consumado, em relação à morte do bebê, e tentativa de homicídio, referente à criança de 2 anos. As autoridades seguem apurando todos os detalhes, incluindo a rotina familiar, a ausência de adultos no momento do crime e possíveis sinais anteriores de sobrecarga ou negligência.

O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade imposta a adolescentes no cuidado de irmãos mais novos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, e sobre a importância de apoio familiar e acompanhamento psicológico. A tragédia deixou a cidade de Guarujá profundamente abalada, enquanto a investigação avança para esclarecer todas as circunstâncias e garantir a responsabilização dentro dos limites previstos pela legislação para menores de idade.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.