Menino de 5 Anos M0rre Após Ser Atingido por Uma…Ver mais

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Brasil, 2025 — Uma tragédia registrada na zona rural do Ceará voltou a chamar atenção para os riscos de acidentes em ambientes de trabalho improvisados e a vulnerabilidade de crianças em áreas rurais. Um menino de apenas cinco anos morreu na tarde desta sexta-feira (19), no Sítio Coqueiro, localizado na zona rural de Missão Velha, após ser atingido por estacas de madeira durante a construção de uma cerca. O caso foi inicialmente tratado como acidente, mas acabou enquadrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A ocorrência mobilizou equipes de emergência e forças de segurança, causando forte comoção entre moradores da região, conhecida pelo trabalho agrícola familiar e pela convivência próxima entre adultos e crianças nos espaços de produção rural.

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Ocorrência foi registrada como acidente, mas resultou em morte da criança

De acordo com informações apuradas, a Polícia foi acionada por volta das 16h50 para atender a um chamado que indicava um acidente envolvendo uma criança. Ao chegar ao local, os agentes encontraram uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que já havia constatado o óbito do menino, identificado como José Ezequiel Saraiva dos Santos, de cinco anos.

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As primeiras apurações indicam que um agricultor de 37 anos, identificado como Cícero Pinheiro de Sousa, prestava serviço ao pai da criança, José Raimundo dos Santos, também agricultor. O trabalho consistia na construção de uma cerca, atividade comum na zona rural, que envolve o transporte manual de estacas de madeira em áreas abertas, sem isolamento do local.

Durante a execução do serviço, o trabalhador carregava estacas no ombro e, segundo relato inicial, devido ao cansaço físico, teria arremessado duas delas sem observar o entorno. Sem perceber a presença da criança nas proximidades, as estacas acabaram atingindo o menino, que caiu ao solo. Apesar do rápido acionamento do socorro, a criança não resistiu.

Polícia Civil investiga dinâmica e responsabilidades no caso

Após a confirmação da morte, a Polícia Militar adotou os procedimentos de praxe e conduziu o pai da vítima e o prestador de serviço até a Delegacia Regional de Polícia Civil de Juazeiro do Norte. Ambos foram levados para prestar esclarecimentos sobre a dinâmica dos fatos e as circunstâncias que levaram à tragédia.

O caso foi enquadrado como homicídio culposo, caracterizado quando a morte ocorre sem intenção, mas em decorrência de negligência, imprudência ou imperícia. A Polícia Civil deverá ouvir testemunhas, analisar laudos e avaliar se houve falha na adoção de cuidados mínimos durante a realização do trabalho, especialmente em um ambiente onde havia uma criança circulando.

A investigação também busca esclarecer se havia qualquer tipo de sinalização, isolamento da área ou orientação para manter menores afastados do local da obra, fatores que podem pesar na responsabilização dos envolvidos.

Tragédia reacende alerta sobre segurança em áreas rurais

O episódio reacende um debate recorrente sobre segurança em atividades rurais, onde o trabalho muitas vezes ocorre de forma informal e sem medidas básicas de proteção. Em muitas propriedades, crianças convivem diariamente com ferramentas, máquinas e materiais pesados, o que aumenta o risco de acidentes graves.

Especialistas alertam que, mesmo em serviços considerados simples, como a construção de cercas, é fundamental estabelecer limites claros entre o espaço de trabalho e as áreas de convivência familiar. A ausência dessas medidas, somada ao cansaço físico e à rotina intensa do campo, pode resultar em tragédias irreversíveis.

Enquanto a investigação segue em andamento, a comunidade local lamenta a perda precoce da criança e aguarda o desfecho do caso, que deve apontar responsabilidades e reforçar a necessidade de maior atenção à segurança no meio rural.

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