Mulher Morre Após Contrair Bactéria Enquanto Fumava Nar…Ver mais

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A morte de Nayara Alves Meng, de 28 anos, na noite da última quarta-feira (19), comoveu familiares e amigos no litoral de São Paulo. A jovem enfrentou quase três meses de luta contra uma superbactéria no pulmão, enquanto a família denuncia falhas no atendimento médico e faz um alerta sobre os riscos do vape, hábito que Nayara mantinha desde 2021. O caso ganhou repercussão após a irmã da vítima, Talita Leôncio Meng, relatar a longa via-crúcis da jovem na busca por um diagnóstico correto.

Segundo a família, Nayara fazia uso frequente de vape e narguilé, o que pode ter fragilizado seu sistema respiratório. Embora os médicos não tenham apontado ligação direta entre o dispositivo e a superbactéria, Talita afirma que profissionais de saúde mencionaram a possibilidade de que o uso continuado tenha causado lesões pulmonares, tornando a jovem mais vulnerável a infecções severas.

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Série de diagnósticos errados antecedeu agravamento

A irmã relata que, desde abril, Nayara passou por diversos atendimentos em unidades de saúde de São Vicente e Praia Grande, recebendo inicialmente diagnósticos de pneumonia e, depois, suspeita de tuberculose. Durante esse período, ela foi submetida a diferentes antibióticos que, segundo Talita, não apenas não surtiram efeito, como podem ter fortalecido a bactéria que a jovem carregava.

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A situação evoluiu rapidamente. A repetição de sintomas, as internações e a ausência de uma definição sobre o quadro clínico ampliaram a preocupação da família. Exames posteriores revelaram uma massa no pulmão de Nayara, sugerindo um abscesso, mas o quadro só começou a ser esclarecido após a transferência para o Hospital dos Estivadores, em Santos.

No novo hospital, exames mais detalhados confirmaram a presença da superbactéria. Nayara foi intubada no dia 15 de novembro após agravamento respiratório severo. No decorrer do tratamento, sofreu três paradas cardíacas e, mesmo com manobras de reanimação, não resistiu. A biópsia do pulmão, que poderia ter orientado o tratamento de forma mais precisa, só ficou pronta no dia da morte.

Família aponta negligência; prefeituras defendem atendimento

A família atribui o desfecho à demora no diagnóstico e à falta de aprofundamento nos atendimentos iniciais. Talita afirma que a irmã estava “vendendo saúde” antes do episódio e que lutou até o fim, apesar de sucessivas falhas no acompanhamento médico. Segundo ela, a ausência de uma investigação mais detalhada desde os primeiros sintomas foi determinante.

As prefeituras de São Vicente e Santos, por outro lado, divulgaram notas afirmando que todos os protocolos foram seguidos e que a paciente recebeu os cuidados necessários durante o período em que passou pelas unidades de saúde dos municípios.

A morte de Nayara reacende o debate sobre os impactos do vape na saúde e a necessidade de diagnósticos ágeis diante de quadros respiratórios complexos. Enquanto as autoridades de saúde devem analisar o caso, a família tenta lidar com a perda de uma jovem tida como saudável, que viu sua vida mudar drasticamente em poucos meses e não resistiu à força de uma infecção agressiva e resistente.

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