A jovem Maria Eduarda Lopes Mattos, de 21 anos, morreu após ser esfaqueada durante uma confusão nos festejos de réveillon, na madrugada do dia 1º, no Centro de Natividade, no Noroeste Fluminense. A principal suspeita do crime, Luciana Vitória Assis Rangel, de 18 anos, foi presa em flagrante e segue detida, de acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro. O caso ocorreu pouco depois do encerramento do show da virada, em uma área ainda tomada por grande número de pessoas.
Segundo as informações oficiais, Maria Eduarda chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos. A morte causou forte comoção entre moradores da região, especialmente por se tratar de um crime ocorrido durante uma celebração pública de Ano-Novo.

Confusão começou após reencontro de grupos rivais
De acordo com a Polícia Civil, a briga teve início quando grupos que já haviam se desentendido anteriormente se reencontraram no meio da multidão. O encontro teria provocado uma nova discussão, que rapidamente evoluiu para agressões físicas, em plena via pública, na Avenida Amaral Peixoto.
Durante o tumulto, a suspeita teria sacado um canivete que carregava na bolsa e atingido Maria Eduarda com vários golpes. A vítima foi ferida em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, braços, ombro e coxa. Outras duas pessoas envolvidas na confusão também sofreram ferimentos leves.
O local do crime gerou pânico entre quem acompanhava a festa, e parte do público precisou se afastar para permitir o atendimento de emergência. Testemunhas relataram momentos de correria e desespero logo após as agressões.
Atendimento de emergência e gravidade dos ferimentos
Maria Eduarda perdeu grande quantidade de sangue ainda no local. Equipes do SAMU prestaram os primeiros socorros e a encaminharam com urgência ao Hospital Natividade. Apesar dos esforços médicos, a jovem não resistiu.
Segundo os primeiros levantamentos da polícia, um dos golpes atingiu a veia femoral, o que provocou uma hemorragia intensa e dificultou o controle do quadro clínico. A gravidade da lesão foi determinante para o óbito, conforme apontam os investigadores.
A suspeita também recebeu atendimento médico antes de ser conduzida à delegacia. Após os procedimentos, ela foi levada para a 140ª Delegacia de Polícia, onde foi autuada em flagrante por homicídio.
Investigação aponta rixa antiga entre as jovens
As investigações iniciais indicam que a rivalidade entre Maria Eduarda e a suspeita não teria começado no réveillon. Segundo a Polícia Civil, a rixa teria se iniciado meses antes, durante a Festa de Setembro do município, o que reforça a hipótese de um conflito já existente entre os grupos envolvidos.
Maria Eduarda morava em Laje do Muriaé, mas era natural de Natividade, onde tinha familiares e amigos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal de Itaperuna para os procedimentos legais.
O caso reacende discussões sobre segurança em eventos públicos de grande porte, especialmente em datas festivas, quando há consumo de álcool e grande concentração de pessoas. A Polícia Civil segue apurando o caso, ouvindo testemunhas e reunindo elementos para esclarecer completamente a dinâmica do crime.