A estudante de Publicidade e Propaganda Gabriela Barros, de 21 anos, denuncia ter sido vítima de racismo dentro do ambiente de trabalho.
Natural de Maceió e engajada em movimentos sociais desde 2022, ela afirma que foi demitida de uma empresa de consórcio após adotar tranças como penteado.

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Em entrevista ao g1 Alagoas nesta terça-feira (20), a jovem contou que a demissão abalou não só sua rotina, como também seus princípios.
Em entrevista ela dá detalhes
Gabriela integra coletivos como o ClickNiggas e o Ankh, que promovem a valorização da cultura negra e periférica. Ela destaca que, ao se envolver com esses grupos, sua visão de mundo mudou completamente.
“Hoje eu entendo o que significa ocupar espaços e não me calar. Quando sofri o racismo, recebi muito apoio das pessoas que caminham comigo nesses projetos”, afirmou.

Roger Silva, idealizador do ClickNiggas, explicou que o coletivo nasceu como forma de acolhimento. “É um abraço que a gente queria quando se sente destruído por um sistema racista. E também um sorriso, porque estamos cansados de ver rostos tristes entre os nossos”, disse.
Demissão gerou denúncia e reação nas redes sociais
Mesmo atuando como militante e consciente de seus direitos, Gabriela afirma que foi alvo de racismo dentro da empresa onde trabalhava. A situação ganhou visibilidade após ela divulgar um vídeo nas redes sociais, relatando que foi pressionada por sua chefe para remover as tranças.
Segundo a jovem, a ex-chefe chegou a dizer: “Se for para vir amanhã com essa trança, nem venha”. Gabriela também revelou que foi comparada a uma colega branca e ouviu que seu penteado “parecia com o de loja hippie” e que “não combinava com o perfil da empresa”.