Uma mulher de 22 anos foi presa nesta terça-feira (9) no bairro Tancredo Neves, em Fortaleza, suspeita de produzir material pornográfico envolvendo a própria filha, de apenas quatro meses de idade. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. O caso gerou forte comoção na comunidade e mobilizou forças de segurança e saúde.
Segundo as autoridades, a prisão foi efetuada pela Polícia Militar do Ceará. Após a divulgação da suspeita, moradores do bairro agrediram a mulher, que precisou ser socorrida e permanece internada sob escolta policial.

Prisão e agressões após denúncia
De acordo com a SSPDS, a mulher foi localizada e detida após a denúncia do crime. No entanto, a situação se agravou quando moradores, revoltados com a suspeita, passaram a agredi-la. Ela sofreu lesões e foi encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico, onde segue sob custódia.
Imagens registradas por testemunhas mostram a mulher com marcas de agressão deitada em uma cama. Vídeos feitos por vizinhos também registraram o momento em que ela foi retirada da residência em uma maca e colocada em uma ambulância, em razão dos ferimentos. As autoridades reforçam que agressões e atos de violência não substituem a atuação do Estado e podem configurar novos crimes.
A criança foi resguardada pelos órgãos competentes, conforme os protocolos de proteção, e o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades especializadas.
Investigação conduzida por delegacia especializada
A Polícia Civil do Ceará instaurou inquérito para apurar os fatos por meio da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente. A unidade especializada trabalha para esclarecer as circunstâncias da produção do material, identificar possíveis envolvidos e verificar a existência de compartilhamento.
Segundo a polícia, a mulher foi autuada em flagrante com base no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da produção ou divulgação de cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. A pena prevista inclui reclusão e multa, conforme a legislação vigente.
As investigações seguem em andamento, com coleta de depoimentos e análise de dispositivos e registros, respeitando o sigilo necessário para a proteção da vítima.
Alerta sobre proteção infantil e responsabilidade coletiva
O episódio reacende o alerta para a importância da proteção integral de crianças e adolescentes e da denúncia imediata de qualquer suspeita de abuso ou exploração. As autoridades destacam que casos dessa natureza devem ser comunicados aos canais oficiais para que a resposta seja rápida e eficaz, preservando a segurança da vítima.
A SSPDS e a Polícia Civil reforçam que a apuração seguirá com rigor e que medidas de proteção à criança serão mantidas. O caso também evidencia a necessidade de atuação coordenada entre segurança pública, saúde e assistência social para garantir acolhimento e responsabilização, dentro dos limites da lei.