Mulher M0rre Após Comer Caranguejo Venenoso Com Arr…Ver mais

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Casos de intoxicação alimentar envolvendo espécies marinhas raras continuam despertando atenção em regiões costeiras do Sudeste Asiático. Embora frutos do mar façam parte da base alimentar de muitas comunidades litorâneas, especialistas alertam que nem todas as espécies são seguras para consumo, mesmo quando preparadas de forma tradicional.

Alguns crustáceos carregam toxinas naturais potentes, capazes de resistir ao cozimento e provocar reações graves no organismo. Quando episódios desse tipo envolvem figuras públicas ou produções para redes sociais, a repercussão costuma ultrapassar fronteiras e gerar debates sobre segurança alimentar.

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Foi o que aconteceu nas Filipinas, onde a influenciadora de gastronomia Emma Amit, de 51 anos, morreu no dia 6 de fevereiro após consumir o chamado “caranguejo-do-diabo”. O caso ganhou destaque na imprensa local e internacional dias depois.

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De acordo com informações divulgadas pelo jornal The Philippine Star, Emma passou mal após experimentar o crustáceo enquanto gravava um vídeo culinário na cidade de Puerto Princesa, na província de Palawan. Imagens compartilhadas por veículos locais mostram a influenciadora e amigos recolhendo mariscos e caranguejos em um manguezal próximo à residência dela.

Durante a gravação, ela também provou um caramujo do mar enquanto preparava frutos do mar com leite de coco, prato típico da região. No dia seguinte, segundo relatos de vizinhos, Emma apresentou convulsões e foi levada ao hospital. Exames indicaram a presença de neurotoxinas na corrente sanguínea, e ela não resistiu.

Investigação e alerta sobre toxinas marinhas

Autoridades locais informaram que restos do caranguejo foram encontrados na casa da influenciadora. O líder comunitário Laddy Gemang declarou surpresa com o ocorrido, destacando que Emma e o marido eram pescadores experientes.

Os chamados caranguejos-do-diabo vivem em recifes de coral do Indo-Pacífico e podem conter substâncias como tetrodotoxina e saxitoxina. Essas toxinas afetam o sistema nervoso e permanecem ativas mesmo após o preparo, o que torna o consumo arriscado.

Amigos que participaram do encontro seguem sendo monitorados por possíveis sintomas. No ano passado, um pescador também morreu após ingerir o mesmo tipo de crustáceo na província, reforçando os alertas de especialistas.

Especialistas reforçam importância da identificação correta

O episódio reacende discussões sobre a necessidade de identificação adequada das espécies marinhas antes do consumo, mesmo em comunidades acostumadas à pesca tradicional. Autoridades sanitárias recomendam cautela com espécies pouco conhecidas e orientam que apenas profissionais treinados façam a classificação correta.

Especialistas lembram que a aparência do animal nem sempre indica a presença de toxinas. Em regiões tropicais, a biodiversidade marinha é extensa, e algumas espécies acumulam substâncias perigosas ao longo da cadeia alimentar.

A morte de Emma Amit evidencia que o conhecimento empírico, embora importante, pode não ser suficiente diante de riscos biológicos complexos, reforçando a importância de orientação técnica e campanhas de conscientização.

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