Uma mulher de 36 anos foi presa em Cuiabá sob a suspeita de participação em um crime que chocou a população local e repercutiu nacionalmente. Segundo as autoridades, ela teria colaborado diretamente com o marido na tortura, violência sexual e assassinato da própria cunhada, uma adolescente de apenas 17 anos.
A vítima foi identificada como Estefane Pereira Soares, e, de acordo com as investigações, o crime foi planejado com antecedência e executado de forma cruel. A jovem teria sido atraída para uma emboscada sob o pretexto de resolver questões familiares, mas acabou sendo surpreendida pelo agressor.

Crime teria sido premeditado e executado com extrema violência
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De acordo com a polícia, o principal autor do crime, Marcos Pereira Soares, de 36 anos, teria arquitetado toda a ação. Ele atraiu a adolescente alegando que precisava conversar sobre um assunto envolvendo a mãe deles, o que fez com que a vítima não desconfiasse da real intenção.
As investigações apontam que, ao chegar ao local combinado, Estefane foi surpreendida e submetida a atos de extrema violência. A polícia trabalha com a hipótese de que tudo foi cuidadosamente planejado, reforçando a tese de premeditação.
Inicialmente, a esposa de Marcos não era considerada suspeita. Ela chegou a colaborar com os investigadores, permitindo acesso à residência, ao celular e autorizando a realização de perícia. Além disso, informou que estava em processo de separação.
No entanto, com o avanço das investigações, surgiram indícios de que ela teria tido conhecimento prévio do crime e até mesmo auxiliado na execução. A partir dessas evidências, a polícia solicitou sua prisão, que foi cumprida nos últimos dias.
Histórico criminoso e erro na soltura levantam questionamentos
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi o histórico criminal de Marcos. Segundo a polícia, ele já era investigado por diversos crimes e possui uma extensa ficha, sendo apontado como estuprador em série.
Ao todo, ele já havia sido alvo de pelo menos 15 denúncias, incluindo o homicídio da própria tia. Além disso, foi condenado anteriormente pelo assassinato de um vizinho, o que reforça o grau de periculosidade do suspeito.
O caso ganha ainda mais gravidade devido a um erro que possibilitou sua liberdade. Conforme informações da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Marcos não tinha direito à soltura, que ocorreu por falha no sistema.
A liberação indevida do criminoso aconteceu poucos dias antes do crime. Em apenas três dias fora da prisão, ele teria cometido o assassinato da adolescente, o que gerou forte repercussão e indignação.
Diante da gravidade da situação, foi instaurado um procedimento administrativo para investigar as circunstâncias da soltura. As autoridades apuram se houve falha humana ou erro técnico, além de possíveis responsabilidades no caso.
A investigação segue em andamento, e a polícia busca esclarecer todos os detalhes do crime, além de garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos.