O caso envolvendo o padre Luciano Braga Simplício e uma jovem acólita de 21 anos abalou a pequena cidade de Nova Maringá (MT) e provocou intensos debates nas redes sociais e dentro da própria Igreja Católica.
O episódio, que foi registrado em vídeo e amplamente divulgado, colocou em evidência temas como privacidade, ética religiosa e os limites da convivência entre sacerdotes e fiéis.

Vídeo mostra padre sendo confrontado e acólita escondida
As imagens que viralizaram nas redes sociais mostram o momento em que um grupo de homens invade a casa paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, exigindo que o padre abra a porta de um dos cômodos. Ao se recusar, as portas do quarto e do banheiro foram arrombadas.
Dentro do local, o padre aparece sendo confrontado pelos fiéis, enquanto a jovem — que seria noiva de um membro da própria comunidade — surge chorando e escondida sob a pia.
A gravação rapidamente se espalhou por grupos de mensagens e perfis locais, alcançando milhares de visualizações e levantando discussões acaloradas sobre o comportamento do sacerdote e os limites da intimidade entre líderes religiosos e fiéis.
Diocese abre investigação e promete “restaurar a confiança”
Diante da repercussão, a Diocese de Diamantino, responsável pela paróquia, divulgou uma nota oficial confirmando a abertura de um processo canônico para apurar a conduta do padre.
A instituição informou que a investigação levará em conta aspectos como consentimento, gravidade do caso e possíveis reincidências, além de ouvir testemunhas e membros da comunidade.
Em comunicado, a diocese destacou que o objetivo é “restaurar a confiança dos fiéis e reparar o escândalo causado”, reforçando que a Igreja busca agir com transparência e responsabilidade.
Cidade dividida e debate sobre ética e privacidade
Com pouco mais de cinco mil habitantes, Nova Maringá vive dias de tensão e curiosidade desde o vazamento do vídeo. A família da jovem registrou boletim de ocorrência denunciando a divulgação das imagens, o que a Polícia Civil classificou como “caso atípico”, uma vez que depende da representação formal da vítima para avançar.
Enquanto parte da população defende o afastamento imediato do padre, outros pedem cautela e lembram que a exposição pública e o julgamento nas redes sociais podem causar danos irreversíveis à vida dos envolvidos.
O episódio reacende o debate sobre a necessidade de conduta exemplar por parte dos líderes religiosos, bem como sobre a proteção da imagem e da privacidade das pessoas, especialmente em tempos em que vídeos se espalham em segundos.
O caso segue sob investigação pela Igreja e pelas autoridades civis, mas já deixou marcas profundas em uma comunidade que agora busca respostas — e reconstruir a confiança abalada pela exposição.