Atravessar uma rodovia pode parecer um gesto simples, mas envolve riscos elevados, especialmente em trechos sem passarelas ou sinalização adequada. A combinação de tráfego intenso e alta velocidade costuma ser fatal para pedestres. Esse perigo se confirmou novamente neste domingo (11), quando uma freira de 76 anos morreu após ser atropelada por uma motocicleta na BR-050, em Araguari.
A vítima foi identificada como Nehida Inez Stürmer. Ela tentava atravessar o km 6 da rodovia em direção a um restaurante às margens da via, o Barro Branco, quando foi atingida por uma motocicleta que seguia no sentido Catalão–Araguari. O impacto foi suficiente para causar a morte da religiosa ainda no local.

Impacto violento e atendimento de emergência
O motociclista, de 44 anos, sofreu ferimentos graves e recebeu atendimento das equipes de resgate da Ecovias Minas Goiás, sendo encaminhado a um hospital da região. Não foram divulgadas atualizações sobre o estado de saúde dele até a última informação oficial.
A Polícia Rodoviária Federal informou que o trecho da BR-050 precisou ser parcialmente interditado para a realização da perícia, o que provocou lentidão momentânea no tráfego. As causas do acidente seguem sob investigação, e o corpo da freira foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para os procedimentos de praxe.
Vida dedicada à fé e ao serviço
Natural do Rio Grande do Sul, irmã Nehida dedicou 52 anos à vida religiosa como integrante da Congregação das Filhas do Amor Divino. Em nota, a congregação lamentou profundamente a perda e destacou o legado da freira, ressaltando seu “testemunho de fé e serviço” ao longo de décadas.
O corpo será levado para Cerro Largo, onde ocorrerão o velório e o sepultamento no Convento Nossa Senhora da Anunciação.
Alerta para a segurança de pedestres nas rodovias
O caso reacende o debate sobre a segurança de pedestres em rodovias brasileiras. Em muitos trechos, a ausência de passarelas, iluminação e sinalização adequada transforma a travessia em um risco constante — e, por vezes, irreversível. Especialistas e autoridades reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e educação para o trânsito, a fim de reduzir tragédias como a registrada em Araguari.
Enquanto as investigações prosseguem, a morte de irmã Nehida deixa como legado um chamado à reflexão sobre a proteção de quem precisa cruzar rodovias no cotidiano e sobre a urgência de medidas que preservem vidas.