A morte do Padre Valdir José Biasibetti, de 75 anos, causou forte comoção na Região dos Vales, no Rio Grande do Sul. O sacerdote não resistiu após ficar preso às ferragens em um grave acidente de trânsito, deixando uma trajetória marcada por décadas de dedicação à fé e à comunidade.
O acidente aconteceu na rodovia RS-287, na região de Santa Cruz do Sul, em um trecho que passa por obras de duplicação. Segundo informações iniciais, o veículo conduzido pelo padre colidiu frontalmente com um caminhão na altura do km 95.
Com o impacto, o carro foi arremessado para fora da pista, e o religioso acabou ficando preso às ferragens. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas o sacerdote não resistiu aos ferimentos ainda no local.
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O motorista do caminhão envolvido não sofreu ferimentos graves. As causas do acidente seguem sob investigação das autoridades, que também avaliam se as obras na rodovia podem ter contribuído para a colisão.

Trajetória marcada por fé e dedicação
Natural de Arroio do Meio, Padre Valdir construiu uma trajetória de mais de 50 anos de sacerdócio. Ele foi ordenado em 1972 e, ao longo das décadas, tornou-se uma referência pastoral na região.
Reconhecido pela proximidade com os fiéis, o sacerdote atuou em diversas paróquias e deixou uma marca de acolhimento, orientação espiritual e compromisso com a missão evangelizadora.
A Diocese de Santa Cruz do Sul divulgou nota oficial lamentando profundamente a perda e manifestando solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade, destacando a esperança cristã na ressurreição.
Velório e despedida comove comunidade
As despedidas começaram na manhã desta quarta-feira (8), na Igreja São Felipe e São Tiago, localizada na comunidade de Arroio Grande Central, em Arroio do Meio.
Fiéis, amigos e moradores da região se reuniram para prestar as últimas homenagens ao sacerdote, em um momento marcado por emoção e oração. A Missa de Exéquias foi agendada para a tarde, seguida do sepultamento no cemitério da localidade.
A morte do Padre Valdir deixa um vazio profundo na comunidade religiosa e reforça, mais uma vez, a fragilidade da vida, especialmente em meio aos riscos presentes nas rodovias brasileiras.