Um incêndio registrado na tarde de sexta-feira atingiu uma área técnica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), localizado na zona oeste da capital paulista, e resultou na morte de um paciente que estava internado em estado crítico. A confirmação foi feita neste sábado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Segundo as informações oficiais, a vítima faleceu durante a tentativa de transferência da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A remoção tornou-se necessária após o corte no fornecimento de energia elétrica provocado pelas chamas.

Fogo atingiu área de geradores e caldeiras
O incêndio começou no terceiro subsolo do complexo hospitalar, local onde ficam instalados os geradores de energia e as caldeiras. As chamas foram controladas até o fim da tarde, mas a ocorrência exigiu uma grande mobilização das equipes de emergência.
Ao todo, 18 viaturas e 54 bombeiros atuaram diretamente no combate ao fogo. Além do Corpo de Bombeiros, equipes da Defesa Civil e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participaram da operação para garantir a evacuação segura dos pacientes e a preservação das instalações.
Apesar de o foco do incêndio ter sido restrito a uma área técnica, a fumaça se espalhou por parte do complexo, o que levou à adoção de medidas preventivas adicionais.
Pacientes foram transferidos para outras unidades
No momento do incidente, 21 pacientes estavam internados no Icesp. Desses, oito precisaram ser realocados como parte do protocolo de segurança hospitalar. Cinco foram transferidos para o Instituto do Coração (InCor) e três para o Instituto Central.
As transferências ocorreram de forma coordenada, com redirecionamento de pacientes e profissionais para áreas menos expostas e com suporte médico adequado, conforme previsto nos procedimentos de emergência adotados pelo complexo do Hospital das Clínicas.
Secretaria da Saúde esclarece extensão do incidente
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que o incêndio ficou restrito a uma área técnica localizada fora do prédio principal do Icesp. Ainda assim, a dispersão da fumaça exigiu atenção redobrada das equipes para evitar riscos adicionais.
Não houve registro de feridos entre pacientes ou funcionários, além do óbito do paciente que já se encontrava em estado grave. O episódio, no entanto, reacende o debate sobre a importância da infraestrutura hospitalar, especialmente em unidades que atendem pacientes em condições delicadas e dependentes de suporte contínuo de energia.
Especialistas ressaltam que situações como essa evidenciam a necessidade de revisões constantes dos sistemas de prevenção e resposta a incêndios em ambientes hospitalares, onde qualquer falha pode ter consequências imediatas e irreversíveis.