A decisão que colocou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto na reserva, mesmo estando preso sob acusação de feminicídio, provocou forte reação da família da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. O caso, que já vinha gerando grande comoção, ganhou novos contornos nesta quinta-feira (02), diante da repercussão da medida administrativa.
Família questiona decisão e cobra justiça
Em meio à dor pela perda, os familiares demonstraram indignação ao saber que o oficial, mesmo detido preventivamente, continuará recebendo remuneração. A estimativa é de que o valor fique em torno de R$ 21 mil mensais após a transferência para a reserva.
O pai da vítima foi direto ao expressar revolta com a situação. Para ele, a decisão é difícil de aceitar diante da gravidade das acusações. “Você acha justo pagar um salário desses para quem matou a própria colega de farda? Para minha filha sobrou o caixão”, afirmou.
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A mãe de Gisele também classificou a medida como revoltante, reforçando o sentimento de injustiça que tem mobilizado familiares, amigos e parte da opinião pública. O caso levanta questionamentos sobre os limites entre o que é legalmente permitido e o que é considerado moralmente aceitável pela sociedade.
