Antes da morte da influenciadora digital Isabel Veloso, a família se reuniu em diversos momentos de oração e fé, numa tentativa de encontrar força espiritual diante do agravamento do quadro clínico. Pessoas próximas relataram que, quando as alternativas médicas já se tornavam cada vez mais limitadas, a espiritualidade passou a ocupar um espaço central nos últimos dias de vida de Isabel.
Os encontros aconteceram de forma reservada, sem exposição pública, envolvendo parentes mais próximos que se uniram em silêncio, pedidos e lágrimas. O clima era de esperança, mas também de consciência da gravidade da situação. As orações tinham como objetivo não apenas um possível milagre, mas também conforto emocional e paz para enfrentar o que poderia estar por vir.

Família se uniu em orações nos últimos dias de Isabel
Segundo relatos, as orações começaram a se intensificar à medida que o estado de saúde de Isabel se agravava. Familiares se revezavam em momentos de fé, tanto no ambiente hospitalar quanto fora dele, sempre com pedidos voltados à recuperação, força e proteção. Para muitos, aquele era o último recurso diante de uma realidade que fugia do controle humano.
As preces eram simples, mas carregadas de emoção. Não se tratava de rituais públicos ou cerimônias formais, mas de momentos íntimos, marcados por mãos dadas, silêncio prolongado e lágrimas contidas. Pessoas próximas afirmam que a família acreditava na possibilidade de uma reviravolta, mesmo sabendo que o quadro era extremamente delicado.
Com o passar dos dias, as orações passaram a ganhar um tom diferente. Além dos pedidos de cura, surgiram súplicas por tranquilidade e alívio do sofrimento físico vivido por Isabel, que enfrentava uma longa e desgastante batalha contra o câncer.

Fé como último refúgio diante da gravidade do quadro
A espiritualidade tornou-se um refúgio emocional quando as informações médicas indicavam poucas possibilidades de reversão. Familiares relatam que, mesmo sem garantias, a fé oferecia algum tipo de sustentação psicológica em meio ao desespero. Orar passou a ser uma forma de manter a união familiar e enfrentar juntos a dor iminente da perda.
Especialistas explicam que esse comportamento é comum em situações-limite. Quando a medicina já fez tudo o que era possível, muitas famílias recorrem à fé não apenas esperando um milagre, mas buscando forças para lidar com a impotência. No caso de Isabel, as orações também serviram para preparar emocionalmente os familiares para um possível desfecho negativo.
Apesar da intensidade dos momentos espirituais, o quadro clínico de Isabel não apresentou melhora. Ainda assim, pessoas próximas afirmam que ninguém saiu daqueles encontros da mesma forma. A fé não mudou o resultado final, mas ajudou a família a permanecer unida e emocionalmente amparada.

Orações não mudaram o desfecho, mas marcaram a despedida
Mesmo com todas as preces e pedidos, a morte de Isabel foi confirmada dias depois. Familiares reconheceram que as orações não tiveram o resultado esperado, mas destacaram que não foram em vão. Para eles, a espiritualidade cumpriu um papel fundamental ao trazer serenidade nos momentos finais e permitir uma despedida menos desesperada.
Após a morte, alguns parentes relataram que as orações ajudaram a aceitar o desfecho com mais calma, ainda que a dor fosse inevitável. A fé, nesse contexto, não foi vista como fracasso, mas como um suporte emocional essencial durante a travessia mais difícil.