O mundo se despede do Papa Francisco nesta segunda-feira, 21, após o pontífice morrer aos 88 anos em decorrência de complicações pulmonares. Além do legado espiritual e das marcas históricas deixadas em seu pontificado, um episódio curioso e embaraçoso voltou a ser lembrado nas redes sociais após o anúncio de sua morte: a polêmica envolvendo um “like” dado, pela conta oficial do Papa no Instagram, a uma foto da modelo brasileira Natalia Garibotto, conhecida como Nata Gata. O caso, ocorrido em 2020, provocou constrangimento no Vaticano e abriu uma investigação interna para esclarecer a origem da curtida.
Na época, a modelo aparecia na imagem vestindo lingerie temática de estudante, com calcinha fio-dental. A curtida foi registrada no dia 13 de novembro e retirada no dia seguinte, após veículos de imprensa internacionais noticiarem o fato. A repercussão gerou questionamentos sobre o gerenciamento das contas oficiais do pontífice e abriu espaço para especulações, memes e debates, tornando-se um dos episódios mais comentados daquele ano dentro e fora do ambiente religioso.

Investigação do Vaticano e repercussão internacional
Diante da proporção que o caso tomou, o Vaticano acionou o próprio Instagram para tentar identificar a origem do “like”. A Santa Sé afirmou que a curtida não poderia ter sido realizada por alguém interno à instituição, mas não forneceu detalhes sobre possíveis suspeitas ou falhas de segurança. A justificativa oficial ressaltava que as redes sociais do Papa são operadas por uma equipe de funcionários, que gerenciam publicações, interações e conteúdos diplomáticos com o máximo rigor. A ausência de uma explicação direta, porém, alimentou ainda mais a curiosidade do público.
Durante semanas, a investigação interna percorreu vários setores responsáveis pelo uso das redes, mas nenhuma irregularidade concreta foi apresentada publicamente. Em 2022, o processo foi oficialmente arquivado pelo Vaticano, que não divulgou conclusões detalhadas sobre como a curtida aconteceu. O episódio, no entanto, permaneceu como um dos momentos mais inusitados do pontificado de Francisco — lembrado ora com humor, ora como símbolo das dificuldades enfrentadas pelas instituições tradicionais na era digital.
A própria modelo brasileira comentou a situação com ironia na época. Ao ser informada sobre a curtida, afirmou: “Pelo menos eu vou para o céu.” A frase, que viralizou, acabou reforçando o tom bem-humorado com que parte da internet tratou o caso. Ao mesmo tempo, especialistas em comunicação digital apontaram o episódio como exemplo do risco de deixar contas de alta relevância institucional sob responsabilidade coletiva, sem rastreabilidade clara das ações executadas.

Quem é Natalia Garibotto, a modelo envolvida no caso
Natalia Garibotto, atualmente com milhões de seguidores no Instagram, consolidou sua imagem como influenciadora digital e criadora de conteúdo voltado ao público que acompanha games e lifestyle. Com forte presença nas redes, ela compartilha vídeos jogando partidas online, registros de viagens, ensaios fotográficos e conteúdos sensuais que atraem grande volume de engajamento.
Na época do episódio, Garibotto também administrava plataformas de conteúdo exclusivo para assinantes, fato que intensificou ainda mais a repercussão da curtida atribuída à conta do Papa. Embora o caso tenha sido rapidamente tratado como um erro ou ação inadvertida, a situação colocou a influenciadora sob os holofotes globais, rendendo entrevistas, memes e manchetes.
Com o falecimento do Papa Francisco, o episódio ressurge como uma curiosidade histórica que marcou sua relação com o ambiente digital — um período em que o Vaticano precisou lidar com desafios inéditos ligados à segurança, exposição e velocidade das redes sociais. Apesar do constrangimento gerado à época, o caso não deixou prejuízos institucionais, sendo lembrado hoje como uma anedota que atravessou fronteiras e mostrou, de forma inesperada, como até mesmo o líder máximo da Igreja Católica pode se ver envolvido nas peculiaridades do mundo online.