Polícia Aponta Que Crianças Desaparecidas no Maranhão Foram Sequestr…Ver mais

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A força-tarefa responsável pelas buscas pelos irmãos Ágata, de 5 anos, e Allan, de 4, entrou em uma nova e delicada fase das investigações. Em coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira (22/01), as autoridades confirmaram que a principal linha de apuração deixou de ser o afogamento e passou a considerar, de forma concreta, a hipótese de sequestro.

Após semanas de operações intensas, a Marinha do Brasil encerrou oficialmente as buscas no rio da região, descartando a possibilidade de que as crianças tenham se afogado. O foco agora está totalmente direcionado para elementos que indicam interferência humana no desaparecimento.

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Afogamento descartado e mudança no foco da investigação

De acordo com os investigadores, todos os corpos d’água da região foram exaustivamente vasculhados, com apoio de mergulhadores, embarcações e equipamentos especializados. Nenhum vestígio que sustentasse a tese de afogamento foi encontrado.

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Com isso, a polícia passou a concentrar esforços em indícios levantados ao longo das buscas terrestres, especialmente aqueles relacionados ao comportamento dos cães farejadores. Segundo informações apuradas, os animais conseguiram seguir o cheiro das crianças até a margem do rio, mas o rastro foi interrompido de forma abrupta, o que, para os especialistas, não é compatível com um simples desaparecimento acidental.

Esse tipo de interrupção, conforme fontes ligadas à investigação, costuma ocorrer quando há retirada das vítimas do local por terceiros, seja por veículo ou embarcação.

Roupas encontradas levantam suspeitas de ação humana

Outro ponto que reforçou a mudança de rumo nas investigações foi a análise das roupas de Anderson Kauan, menino localizado com vida dias após o desaparecimento inicial. As peças foram encontradas posteriormente, em uma área próxima, mas em condições consideradas incompatíveis com o tempo em que o menino teria permanecido perdido na mata.

As roupas estavam limpas, sem sinais de sujeira, lama ou desgaste natural esperado, o que chamou a atenção dos investigadores. Além disso, os cães farejadores não identificaram o cheiro do menino nas peças, levantando a suspeita de que elas possam ter sido lavadas e recolocadas no local de forma intencional.

Para a polícia, esse conjunto de fatores aponta para a possibilidade de que as roupas tenham sido usadas como uma tentativa de confundir as buscas.

Pais voltam a ser ouvidos e comunidade é investigada

Com o avanço para essa nova etapa, a polícia retomou os depoimentos dos pais das crianças desaparecidas e iniciou a intimação de moradores da comunidade para novas oitivas. O objetivo é revisar versões, confrontar informações e identificar qualquer detalhe que possa ter passado despercebido nas fases iniciais da investigação.

Um dado que também entrou no radar das autoridades é a existência de desentendimentos anteriores entre os pais das crianças e moradores da região. Embora ainda tratado com cautela, esse histórico de conflitos é considerado um possível elemento para sustentar a hipótese de rapto.

Anderson Kauan, que recebeu alta hospitalar recentemente, foi autorizado pela Justiça a participar das buscas. Ele está sendo acompanhado por psicólogos forenses e permanece sob escolta policial, tanto para garantir sua segurança quanto para preservar a integridade do processo investigativo.

As autoridades reforçam que nenhuma hipótese está descartada, mas admitem que os indícios reunidos até agora apontam para uma ação planejada, tornando o caso ainda mais complexo e sensível. As investigações seguem em ritmo intensificado.

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