Polícia Encontra Casa Onde Crianças Desaparecidas no Maranhão Estão e Acab…Ver mais

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As buscas pelos primos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, entraram em uma nova e delicada fase nesta sexta-feira (16). O desaparecimento das crianças completa 13 dias e segue mobilizando uma ampla força-tarefa na região de Bacabal, onde elas foram vistas pela última vez.

Com o avanço das investigações e o esgotamento de pistas em solo firme, as autoridades passaram a concentrar esforços em buscas subaquáticas, ampliando o raio de atuação para rios e áreas alagadas próximas à comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos. A mudança de estratégia ocorre diante de novos indícios levantados ao longo da apuração.

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Buscas entram em fase subaquática após esgotamento em terra

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, confirmou que as equipes agora priorizam operações em cursos d’água da região. Segundo ele, após dias de varredura intensa em trilhas, áreas de mata fechada e terrenos de difícil acesso, não surgiram novos elementos que apontassem a progressão das crianças por terra.

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Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão realizam percursos minuciosos em rios, igarapés e áreas alagadas, utilizando técnicas específicas para esse tipo de operação. A hipótese considerada é a de que, em algum momento, os primos possam ter tentado se aproximar ou atravessar algum curso d’água, o que torna a busca subaquática essencial neste momento.

O secretário reforçou que o sistema de segurança pública não deixará a região enquanto o caso não tiver um desfecho. Segundo ele, todas as possibilidades seguem sendo analisadas, e nenhuma linha de investigação foi descartada até agora.

Cabana improvisada indica sobrevivência inicial na mata

Um dos desdobramentos mais relevantes da investigação foi a confirmação, na quinta-feira (15), de que Ágatha e Allan chegaram a se abrigar em uma cabana improvisada no meio da mata. O local, descrito pelas autoridades como uma “casa caída”, teria servido de dormitório para as crianças por pelo menos uma noite.

A descoberta trouxe, inicialmente, esperança às equipes de resgate, por indicar que os menores conseguiram sobreviver por algum período após o desaparecimento. No entanto, apesar da importância do achado, nenhuma nova pista concreta foi encontrada nas imediações que indicasse o caminho seguido pelos primos após deixarem o abrigo.

A área foi periciada, e vestígios foram analisados, mas o rastro das crianças acabou se perdendo. Desde então, os esforços passaram a se concentrar em outras possibilidades, incluindo deslocamentos em direção a regiões alagadas próximas ao quilombo.

Força-tarefa segue mobilizada e recompensa é mantida

A operação de busca é considerada uma das maiores já realizadas na região. A força-tarefa reúne centenas de profissionais, incluindo bombeiros, policiais, militares do Exército Brasileiro e reforços enviados dos estados do Ceará e do Pará. Além disso, voluntários da comunidade local também participam ativamente das ações.

Como forma de incentivar o envio de informações que possam ajudar a localizar as crianças, o governo do Maranhão mantém a oferta de uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer dados relevantes que levem ao paradeiro de Ágatha e Allan. As autoridades reforçam que qualquer informação, mesmo que pareça simples, pode ser decisiva.

Denúncias e relatos podem ser feitos de forma anônima pelo telefone 181, canal oficial da Secretaria de Segurança Pública. Enquanto isso, as buscas seguem em ritmo intenso, com esperança, cautela e empenho total das equipes envolvidas.

O caso continua mobilizando a população local e gerando grande comoção em todo o estado, à medida que familiares, autoridades e voluntários aguardam por respostas e pelo reencontro das crianças.

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