Polícia Revela Crimes Cruéis do Piloto da Latam e Afirm…Ver mais

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O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (9/2) dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, durante os procedimentos de embarque de um voo com destino ao Rio de Janeiro. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, que investiga uma rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com as autoridades, Sérgio Antônio Lopes trabalhava há 28 anos na Latam Airlines Brasil. Ele ingressou na empresa em março de 1998 e também atuou anteriormente na TAM Linhas Aéreas, que encerrou suas atividades em 2016 após a fusão com a Latam. A companhia aérea informou que a ação policial não interferiu no voo, que decolou e pousou no horário previsto, e afirmou colaborar com as investigações.

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A prisão foi realizada de forma discreta, dentro da aeronave, antes do fechamento das portas, evitando transtornos aos passageiros. O piloto foi conduzido pelas equipes policiais para cumprimento do mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Crimes investigados apontam extrema gravidade

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Sérgio Antônio Lopes é investigado por uma série de crimes considerados de extrema gravidade. Entre eles estão estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de crianças e adolescentes, além de aliciamento de menores. A apuração também envolve suspeitas de produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil.

As investigações apontam ainda indícios de perseguição reiterada, conhecida como stalking, uso de documento falso e coação no curso do processo. De acordo com a Polícia Civil, essas práticas teriam sido utilizadas para intimidar vítimas e dificultar a responsabilização penal dos envolvidos. O conjunto de crimes revela, segundo os investigadores, um padrão de reiteração delitiva e abuso sistemático da vulnerabilidade das vítimas.

Até o momento, pelo menos três vítimas menores de idade já foram formalmente identificadas. Duas delas tinham 11 e 12 anos à época dos fatos, enquanto a terceira tinha 15 anos. Todas teriam sido submetidas a situações graves de abuso e exploração sexual, com impactos profundos à integridade física e psicológica, caracterizando grave violação da dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Operação também prende mulher suspeita de vender netas

Além do piloto, uma mulher de 55 anos foi presa por suspeita de participação direta na rede criminosa. Segundo a investigação, ela teria facilitado os abusos ao supostamente “vender” as próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para exploração sexual. A conduta é enquadrada como favorecimento da prostituição e da exploração sexual infantil.

A Operação Apertem os Cintos também cumpriu outro mandado de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados, em endereços localizados na capital paulista e no município de Guararema, na Grande São Paulo. As diligências resultaram na apreensão de materiais que agora passam por análise pericial.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas prisões não estão descartadas. O objetivo é identificar todos os envolvidos, interromper definitivamente as atividades da rede criminosa e garantir a proteção das vítimas. O caso reforça a gravidade dos crimes de exploração sexual infantil e a importância da atuação integrada das autoridades para o combate a esse tipo de violência.

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