População Se Revolta e Exige Que Todos Adolescentes Sejam Presos Após M0rte de Orelh…Ver mais

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A conclusão das investigações sobre a morte do cão Orelha e a tentativa de homicídio contra o cachorro Caramelo, na Praia Brava, reacendeu a indignação popular em Santa Catarina. Desde a divulgação do relatório final da Polícia Civil de Santa Catarina, moradores, protetores de animais e internautas passaram a cobrar, de forma unificada, a prisão de todos os envolvidos, incluindo adolescentes e adultos que teriam tentado interferir nas investigações.

Nas redes sociais e em atos espontâneos organizados na região, o pedido se repete: punição exemplar para os responsáveis e o fim da sensação de impunidade em casos de maus-tratos.

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Morte de Orelha gera revolta e pedidos por prisão imediata

Orelha era um cão comunitário, cuidado por comerciantes e moradores da Praia Brava. Segundo a polícia, ele sofreu uma pancada violenta na cabeça na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30. O golpe teria sido causado por um chute ou por um objeto rígido. Mesmo socorrido com vida, o animal não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

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A brutalidade do ataque, aliada ao fato de o cão não representar qualquer ameaça, intensificou a reação da população. Após a confirmação de que um dos adolescentes teve pedido de internação e que três adultos foram indiciados por coação a testemunhas, moradores passaram a exigir que todos sejam responsabilizados com rigor, sem distinção.

A situação gerou ainda mais revolta quando veio a público que um dos adolescentes envolvidos viajou ao exterior logo após o crime. Para muitos, o episódio simbolizou um possível desprezo pelas consequências do ato, o que aumentou a pressão popular por medidas mais duras.

Comunidade cobra punição também no caso Caramelo

No caso de Caramelo, a indignação seguiu o mesmo caminho. O cachorro foi atacado por quatro adolescentes, que tentaram afogá-lo no mar. O animal conseguiu escapar e sobreviveu, mas o relato do ocorrido causou forte comoção.

Para a população, o fato de Caramelo ter sobrevivido não diminui a gravidade do crime. Grupos de proteção animal destacam que a tentativa de matar o cão configura um ato tão grave quanto o caso de Orelha. Por isso, manifestações pedem que os adolescentes também sejam privados de liberdade, dentro do que a lei permite, e que o caso não seja tratado com brandura.

Caramelo acabou sendo adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, mas, segundo ativistas, o desfecho positivo não apaga a necessidade de punição exemplar.

“Não foi brincadeira”, dizem moradores da Praia Brava

Para quem vive na região, os ataques não podem ser relativizados. Moradores afirmam que os episódios ultrapassam qualquer ideia de “brincadeira” ou “imaturidade” e representam violência extrema contra animais indefesos. Em mensagens divulgadas em protestos e redes sociais, o apelo é direto: “Se fossem pessoas, estariam presos. Com animais, também deve haver justiça”.

A pressão popular agora se volta ao Judiciário. A expectativa é que os pedidos de internação, as representações contra os adolescentes e os indiciamentos dos adultos avancem rapidamente. Para a comunidade, a resposta do Estado precisa ser firme, deixando claro que maus-tratos não serão tolerados e que todos os envolvidos devem responder por seus atos.

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