Professora M0rre Após Receber 10 Doses de Desinfetante na Vei… Ver mais

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A morte da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, está no centro de uma investigação que chocou o Distrito Federal e levantou sérias preocupações sobre segurança hospitalar e controle de acesso a medicamentos. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, Miranilde foi uma das três vítimas de uma ação criminosa atribuída a um técnico de enfermagem que atuava em um hospital particular da capital.

As apurações indicam que a idosa sofreu quatro paradas cardíacas após receber aplicações irregulares de substâncias diretamente na veia. Apesar de a equipe médica ter conseguido reanimá-la em todas as ocasiões, a paciente não resistiu após a sequência de intervenções criminosas, que teriam continuado mesmo diante das tentativas bem-sucedidas de salvamento.

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Investigação aponta uso irregular de medicamentos e receitas falsificadas

De acordo com a polícia, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, teria preparado seringas com um medicamento controlado, obtido de forma ilegal por meio de receita falsificada. As aplicações, realizadas no leito da paciente, provocavam parada cardíaca quase imediata, em um intervalo de poucos segundos após cada injeção.

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Os investigadores detalham que, mesmo após as primeiras reanimações realizadas pela equipe médica, o suspeito não interrompeu a conduta. A sequência de eventos reforçou a suspeita de que as ações foram deliberadas e repetidas, sem qualquer justificativa clínica.

A Polícia Civil também apura como o técnico conseguiu acesso ao medicamento e às receitas, além de investigar se houve falhas nos protocolos internos do hospital que facilitaram a prática criminosa.

Uso de desinfetante hospitalar agravou o quadro da paciente

Outro ponto que causou grande indignação foi a informação de que, após o término do medicamento controlado, o técnico teria recorrido a um desinfetante hospitalar, retirado da pia do próprio leito. A substância teria sido aplicada diretamente na veia da paciente, o que agravou ainda mais o quadro clínico.

Segundo os investigadores, ao todo, Miranilde teria recebido ao menos dez injeções de substâncias indevidas. A conduta é tratada como extremamente grave, tanto do ponto de vista criminal quanto ético, já que envolve o uso de produtos que não possuem qualquer finalidade terapêutica intravenosa.

A polícia considera esse momento decisivo para a piora irreversível do estado de saúde da professora aposentada, que acabou falecendo após a sequência de agressões.

Caso levanta alerta sobre segurança e fiscalização em hospitais

O caso não se limita à responsabilização individual do suspeito. A investigação também busca esclarecer eventuais falhas de fiscalização, controle de medicamentos e supervisão de profissionais dentro da unidade hospitalar.

Especialistas ouvidos em situações semelhantes destacam que hospitais devem manter protocolos rígidos para o acesso a substâncias controladas, rastreamento de receitas e monitoramento constante da atuação de técnicos e enfermeiros, especialmente em ambientes sensíveis como UTIs e enfermarias.

A morte de Miranilde Pereira da Silva gerou comoção entre familiares e reacendeu o debate sobre segurança do paciente, confiança nas equipes de saúde e a necessidade de punições exemplares em casos de abuso da função profissional. A Polícia Civil segue investigando se há outras vítimas e se o suspeito agiu sozinho ou contou com algum tipo de facilitação interna.

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